Marcha Marielle presente: no dia 18 de março por volta de 5 mil pessoas marcharam por ruas da Maré para homenagear a vereadora Marielle e Anderson, ambos assassinados no dia 14 deste mês.
Foto: Francisco Valdean
Marcha Marielle presente: no dia 18 de março por volta de 5 mil pessoas marcharam por ruas da Maré para homenagear a vereadora Marielle e Anderson, ambos assassinados no dia 14 deste mês.
Foto: Francisco Valdean
Marcha Marielle presente: no dia 18 de março por volta de 5 mil pessoas marcharam por ruas da Maré para homenagear a vereadora Marielle e Anderson, ambos assassinados no dia 14 deste mês.
Foto: Francisco Valdean
Exposição Domingos de Sol - Um ensaio sobre as praias da Zona do Rio de Janeiro
Foto: Francisco Valdean
27 de abril de 2007
24 de abril de 2007
Filme 5 vezes favela "Agora por eles mesmo"
Apos 45 anos o filme "Cinco Vezes Favelas" será refeito por jovens moradores de varias favelas do Rio de Janeiro. Esse grupo de jovens mostraram a diversidade das favelas em 5 curtas que ao final se transformará no longa-metragem “Cinco Vezes Favela Agora por eles mesmo”.
O filme contara a história de um jovem de 17 anos chamado Flavio que ao voar com sua pipa terá que ir pega-la em uma outra favela de facção rival a sua comunidade. Ele vai com muito receio de todos daquela comunidade, mas acaba descobrindo que todos dali são iguais a sua comunidade.
Curtas
Títulos, argumento e direção
Acende a luz – argumento e direção de Luciana Bezerra. Na véspera do Natal, o moro está sem luz e os técnicos chamados não conseguem resolver o problema; até que um dos técnicos se torna refém da comunidade que não quer passar o Natal às escuras.
Arroz com Feijão – argumento de Zezé da Silva. Direção de Rodrigo Felha e Cacau Amaral. Wesley tem 12 anos de idade e sonha dar ao pai, que só come diariamente arroz com feijão, um presente de aniversário inusitado: uma refeição de frango.
Concerto para violino – argumento de Rodrigo Cardozo da Silva. Direção de Luciano Vidigal. Jota, Pedro e Márcia cresceram juntos, numa mesma comunidade. Quando crianças, eles fizeram um juramento de amizade que, agora adultos com diferentes destinos, não têm mais como cumprir.
Deixa voar – argumento e direção de Cadu Barcellos. A pipa de Flávio, de 17 anos, cai na favela de uma facção dop tráfico rival à da sua comunidade. Obrigado a ir recupera-la, ele descobre que as duas comunidades não são em nada diferentes uma da outra.
Fonte de renda – argumento de Vilson Almeida de Oliveira. Direção de Manaíra Carneiro e Wavá Novais. Maicon realiza seu sonho de passar no vestibular de Direito, mas agora precisa arranjar dinheiro para pagar seus estudos, livros e cadernos.
Saiba mais no site
http://www.obsevatoriodefavelas.org.br/
15 de abril de 2007
Cultura
Cultura
No dia 14 de abril aconteceu a comemoração dos 10 anos do Grupo de Capoeira de Angola Ypiranga de Pastinha e 1 ano de atividades do Centro Cultural. O Centro fica na rua Capitão Carlos, morro do Timbau, Maré.
O evento teve inicio as 13 horas, na mesma ocasião estiveram presentes diversas ONG´s e Instituições locais, houve também distribuição de cestas-básicas às famílias dos menores atendidos nos projetos desenvolvidos no Centro de Artes e Cultura Popular da Maré.
Estive no evento e pude conferir de perto o trabalho do Centro de Artes e Cultura Popular da Maré. Registrei em fotos as diversas atividades do espaço, principalmente as atividades do segundo andar do prédio. Pelo pouco que apurei algumas das atividades desse andar são desenvolvidas pelos próprios jovens da Maré. Alem das apresentações dos grupos da instituição teve ainda a apresentação da banda Play Off, banda formada por jovens da Maré
Saiba mais informação do evento no site da instituição: http://www.aula.org.br/
Confira algumas das fotos do evento:
13 de abril de 2007
O que a Maré tem haver com o aquecimento global?
O que a Maré tem haver com o aquecimento global?
A equipe de O CIDADÃO fez uma enquête na Maré para saber o que o morador sabe sobre o aquecimento global e que medidas tomar para contribuir com o ‘retardamento’ dos seus efeitos. Todos os entrevistados disseram não saber nada sobre o tema e que não entendem o que a grande mídia pública sobre o assunto.
Nós moradores da Maré temos motivos suficientes para nos preocuparmos com as mudanças climáticas que vem ocorrendo no Planeta Terra.
É o que mostra a matéria do jornal O Cidadão desse mês. O jornal trás na sua 48º edição uma matéria sobre o aquecimento global, e mais do que isso, a matéria serve para refletirmos sobre nossas ações. Ações essas que estão levando a destruição de nosso lar.
É um grande erro colocar toda a culpa do aquecimento global nas costas dos cidadãos comuns, mas é inegável que temos uma parcela de culpa. Em nenhum momento eu vejo ser dito que as grandes empresas são as grandes culpadas por todo esse evento. Acho que é por isso que os moradores da Maré não entendem o que a imprensa fala, o que vejo é os grandes veiculo de comunicação pedindo que salvemos o mundo, mas quando as empresas estavam poluindo e engordando as contas bancarias de seus donos em nenhum momento fomos convocados para participarmos dos lucros. Agora eu tenho que engolir que sou culpado.
Claro, que um pouco de consciência não mata ninguém é o que mostra o trecho a seguir da matéria de O CIDADÃO.
Nosso estilo de vida
“O aquecimento global tem mais haver com nossa vida cotidiano do que imaginamos. Toda a energia que consumimos esta relacionada ao aquecimento, assim como o lixo que produzimos em nossas casas, o tipo de transporte que utilizamos. Dessa forma, a responsabilidade pelas mudanças climáticas é compartilhada por todos nós”.
Nossa sociedade vive, talvez, o ápice do consumismo. Compramos coisas que muitas vezes não necessitamos, mas que nos garante status. A faixa mais jovem da população é a mais atingida por este tipo de problema. ‘Isto é um problema ambiental’, diz André Trigueiro.”
Confira também algumas das perguntas feita pelo jornal ao professor Jose Abrante da Universidade UNISUAM, ele há dez anos estuda os efeitos do clima e como nosso
A equipe de O CIDADÃO fez uma enquête na Maré para saber o que o morador sabe sobre o aquecimento global e que medidas tomar para contribuir com o ‘retardamento’ dos seus efeitos. Todos os entrevistados disseram não saber nada sobre o tema e que não entendem o que a grande mídia pública sobre o assunto.
Nós moradores da Maré temos motivos suficientes para nos preocuparmos com as mudanças climáticas que vem ocorrendo no Planeta Terra.
É o que mostra a matéria do jornal O Cidadão desse mês. O jornal trás na sua 48º edição uma matéria sobre o aquecimento global, e mais do que isso, a matéria serve para refletirmos sobre nossas ações. Ações essas que estão levando a destruição de nosso lar.
É um grande erro colocar toda a culpa do aquecimento global nas costas dos cidadãos comuns, mas é inegável que temos uma parcela de culpa. Em nenhum momento eu vejo ser dito que as grandes empresas são as grandes culpadas por todo esse evento. Acho que é por isso que os moradores da Maré não entendem o que a imprensa fala, o que vejo é os grandes veiculo de comunicação pedindo que salvemos o mundo, mas quando as empresas estavam poluindo e engordando as contas bancarias de seus donos em nenhum momento fomos convocados para participarmos dos lucros. Agora eu tenho que engolir que sou culpado.
Claro, que um pouco de consciência não mata ninguém é o que mostra o trecho a seguir da matéria de O CIDADÃO.
Nosso estilo de vida
“O aquecimento global tem mais haver com nossa vida cotidiano do que imaginamos. Toda a energia que consumimos esta relacionada ao aquecimento, assim como o lixo que produzimos em nossas casas, o tipo de transporte que utilizamos. Dessa forma, a responsabilidade pelas mudanças climáticas é compartilhada por todos nós”.
Nossa sociedade vive, talvez, o ápice do consumismo. Compramos coisas que muitas vezes não necessitamos, mas que nos garante status. A faixa mais jovem da população é a mais atingida por este tipo de problema. ‘Isto é um problema ambiental’, diz André Trigueiro.”
Confira também algumas das perguntas feita pelo jornal ao professor Jose Abrante da Universidade UNISUAM, ele há dez anos estuda os efeitos do clima e como nosso
modo de vida contribui para o agravamento da situação no planeta.
O CIDADÃO - O que o aumento do nível do mar pode representar para areias litorânea do Rio de Janeiro?
Jose Abrante – As pesquisas comprovam que o nível do mar vem subindo lentamente e a tendência é de que até 2100 possa subir até seis metros. Todas as cidades, no mundo inteiro, que estão junto ao mar, vão sofrer conseqüências graves. Falando especificamente da Maré, ela está numa areia que, alias, nem deveria estar. O problema não é porque há gente aqui, o problema é que está no nível do mar. Agora está súbita é lenta, é sorrateira. O mar sobe poucos milímetros por ano, mas sobe constante. E está subida já esta acontecendo.
O CIDADÃO – Já existem regiões desaparecendo?
Jose Abrante – Sim. Inclusive tem uma ilha no sul da índia que sumiu, ela foi completamente tomada pelas águas. Existem mais umas 30 ilhas que nos próximos 10 anos vão sumir vão sumir. Tuvalu é um caso. Falando da Maré, o que pode ser feito? SaIr de lá, ir para um lugar mais alto. Não tem outra coisa a falar. Não é algo que dependa do morador da Maré. A água e vai subir mesmo, Não tem jeito.
O CIDADÃO – Na Maré são muito comuns cooperativas de catadores de papelão, latinha de alumínio, garrafas pet. Isso contribui para reduzir o problema?
Jose Abrante – Ajuda muito! O caminho é esse, a conscientização pessoal e depois coletiva. Para mim, a solução vem por ai. Não é uma solução total, mas cada vez que você recicla alguma coisa, você está deixando de tirar material da natureza e gastar energia. Isso é excelente. Só que tem um outro ponto: quando você junta pessoas, você permite a interação como seres humanos. Fica mais fácil refletir e mudar hábitos. Eu gosto de muito de usar uma colocação assim: “O todo é feito de varias partes. Se cada um fizer a sua parte, o todo será feito.”
Por fim, como já dizia o poeta.
“Diz que dia menos dia vai subir bem devagar
O CIDADÃO - O que o aumento do nível do mar pode representar para areias litorânea do Rio de Janeiro?
Jose Abrante – As pesquisas comprovam que o nível do mar vem subindo lentamente e a tendência é de que até 2100 possa subir até seis metros. Todas as cidades, no mundo inteiro, que estão junto ao mar, vão sofrer conseqüências graves. Falando especificamente da Maré, ela está numa areia que, alias, nem deveria estar. O problema não é porque há gente aqui, o problema é que está no nível do mar. Agora está súbita é lenta, é sorrateira. O mar sobe poucos milímetros por ano, mas sobe constante. E está subida já esta acontecendo.
O CIDADÃO – Já existem regiões desaparecendo?
Jose Abrante – Sim. Inclusive tem uma ilha no sul da índia que sumiu, ela foi completamente tomada pelas águas. Existem mais umas 30 ilhas que nos próximos 10 anos vão sumir vão sumir. Tuvalu é um caso. Falando da Maré, o que pode ser feito? SaIr de lá, ir para um lugar mais alto. Não tem outra coisa a falar. Não é algo que dependa do morador da Maré. A água e vai subir mesmo, Não tem jeito.
O CIDADÃO – Na Maré são muito comuns cooperativas de catadores de papelão, latinha de alumínio, garrafas pet. Isso contribui para reduzir o problema?
Jose Abrante – Ajuda muito! O caminho é esse, a conscientização pessoal e depois coletiva. Para mim, a solução vem por ai. Não é uma solução total, mas cada vez que você recicla alguma coisa, você está deixando de tirar material da natureza e gastar energia. Isso é excelente. Só que tem um outro ponto: quando você junta pessoas, você permite a interação como seres humanos. Fica mais fácil refletir e mudar hábitos. Eu gosto de muito de usar uma colocação assim: “O todo é feito de varias partes. Se cada um fizer a sua parte, o todo será feito.”
Por fim, como já dizia o poeta.
“Diz que dia menos dia vai subir bem devagar
E passo a passo vai cumprindo a profecia
Do beato que dizia que o sertão ia alagar
O sertão vai virar mar”
(trecho da canção sobradinho)
Digo sábio por que aqui na Maré parte dos moradores é de origem nordestina e boa parte veio do sertão.
Digo sábio por que aqui na Maré parte dos moradores é de origem nordestina e boa parte veio do sertão.
Confira mais sobre essa edição na pagina
http://www.ceasm.org.br/
http://www.ceasm.org.br/
11 de abril de 2007
10 de abril de 2007
Cultura na favela da Maré
O evento levou um público que poucas atividades no local conseguem atingir, crianças, idosos e jovens. Ao final da apresentação a emoção era notável tanto pelo publico quanto pelos artistas.
Confira algumas das fotos da peça:




