29 de junho de 2007

Exposições - Fotógrafo Francisco Valdean

Exposicões Coletivas que já participei:


 
Exposição "Imagens do Povo esporte na favela" 
 Centro Cultural Banco do Brasil - (CCBB)
Rio de Janeiro
2007 
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Exposição "Olhar Cúmplice - fotografias do Parapan" 
Centro Cultural da Caixa 
Rio de Janeiro
2007
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Exposição "Olhares da Favela"
Espaço Cultural do Colégio Pedro II
Rio de Janeiro
2007 

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Exposiçao "Sonhos Velados" 
Casa de Cultura Lara Alvim. 
A exposição "Sonhos Velados" foi realizada na oficina Fotoolhares realizada em unidades de internação do DEGASE.
Rio de Janeiro
2008
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Exposição  "Imaginando o que não se vê"
Exposta no espaço "Cinema Nosso" "PUC" "Semana de Arte que Luta, UERJ", Escola Estadual Bahia e Sobrado.
2009
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Varal Fotográfico
Grito dos Excluidos
Exposição "Um Grito Por Imagem"
Rio de Janeiro
2010

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"O menino e a Loira do Banheiro" é uma instalação realizada com alunos da Escola Municipal  Bahia a partir de uma oficina de arte-edução.
 Oficina realizada através do "Programa de Criança Petrobras" da instituição Redes da Maré em parceria com a escola.

A instalação foi a partir da criação do curta "O menino e a Loira do Banheiro" realizado com câmeras automáticas.

A instalação foi exposta  na Escola Municipal Bahia e Lona Cultural Herbert Vianna. O  foi exibido na 
VI MOSTRA DE VÍDEOS JOVENS EM AÇÃO da Escola Oga Mitá colégio
2010 
 

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Participação na exposição coletiva "Estação Tecnologia" do evento "Verão da Cultura".
19 - 20 março / Parque Lage
2011


Para contratar os serviços do Fotógrafo entre em contato pelo email 
valdeancotidiano@gmail.com

25 de junho de 2007

Festas Juninas



Festas Juninas

“Quando mês de junho chegar, eu vou, eu vou me esbaldar”. Esse é o trecho de uma das canções que embalam quadrilhas por todo o Brasil. Quadrilhas tradicionais, onde as damas usam vestido de chita, e quadrilhas competitivas, que usam indumentárias caríssimas que podem chegar a custar R$ 2.000,00.

As quadrilhas são o espetáculo por excelência das festas juninas, que
celebram os santos do mês: Santo Antônio, São João e São Pedro. Algumas
quadrilhas, contudo, chegam a se apresentar até setembro. Elas se tornaram competitivas e federadas e têm nas festas a mesma importância que os blocos de afoxé e as escolas de samba têm no Carnaval.

Na década de 90, em competições de quadrilha realizadas no Sambódromo, no
Rio de Janeiro, grupos de dançarinos resolveram trocar o chapéu de palha e as fantasias caipiras pela indumentária da corte imperial. Muitos não
gostaram e consideraram quebra de tradições. As quadrilhas competitivas são chamadas de “quadrilhas de salão”, como diz Luiz Martins, presidente da UERAQUERJ (União das Entidades Representativas dos Grupos de Dança de
Quadrilhas e Arraiás do Estado do Rio de Janeiro), fundada em 1995 com objetivo de manter as tradições.

Quadrilhas da Maré

O grupo Mocidade Show existe há três anos na comunidade da Baixa do
Sapateiro. Por enquanto, é uma quadrilha competitva, mas ainda não é
federada. “No ano que vem nós iremos nos federar. Embora as apresentações já tenham começado continuamos a ensaiar. Os 14 casais são moradores da
comunidade que competem na categoria mirim, onde a faixa etária varia de 9 a 14 anos. Os ensaios começaram em março, mas o grupo já saiu para competir em Ramos e estamos esperando o resultado da apuração, que deve sair até o fim deste mês”, diz Alexandre Pichetti, 29 anos, morador da comunidade.

A estrutura das quadrilhas de salão funcionam como uma escola de samba, com maior quantidade de pessoas envolvidas no apoio, cenários e alegorias. Pichetti diz que uma das maiores diferenças entre a quadrilha dita caipira tradicional e a de salão, são as regras como por exemplo o limite de casais que varia de 14 a 18 e o limite de 30 minutos para a apresentação. Enfim, quisitos como evolução e concetração valem ponto, assim como no carnaval.

“Faço esse tipo de trabalho porque gosto. Faço o cd com os efeitos sonoros, a montagens das músicas, a coreografia e as roupas, mas há três mães que me ajudam a fazer as roupas das crianças. Tudo fica guardado em minha casa. E chegamos a nos apresentar em até três arraias diferentes por final de semana.”, diz.

Esse ano o enredo do grupo é Países uma maravilha, um encontro uma riqueza. O maior sonho de Pichetti é dançar na Sapucaí, ele disse que esse é o maior prêmio para os grupos. “Na maior parte dos lugares que nos chamam para competir a premiação é em dinheiro, isso acaba suprindo um pouco dos nossos gastos, caso a gente ganhe, é claro. Mas se não gostasse de fazer isso, com certeza não faria”, completa.

Agenda dos grupos:
Em julho o grupo Mocidade Show irá se apresentar na Vila do João, Nova Holanda, Vila dos Pinheiros, Conjunto esperança, Coelho da Rocha, Acari, Piscinão de Ramos, Petrobrás (Cidade Universitária), Santa Cruz e Morro do Adeus.

Coordenada-História

De acordo com historiadores, a festa junina foi trazida para o Brasil pelos portugueses, durante o período colonial. A festa de São João chamava-se "joanina". As primeiras referências às festas de São João no Brasil datam de 1603.

Fotos da apresentação do grupo Mocidade Show na Rua Oliveira na comunidade Baixa do Sapateiro no dia 24 de junho de 2007.



















Texto: Rosilene Miliotti
Fotos: Francisco Valdean

19 de junho de 2007



Do dia 11 ao dia 15 de junho aconteceu o 5º congresso Nacional do MST, este congresso aconteceu na cidade de Brasília e reuniu por volta de 17.500 trabalhadores e trabalhadoras rurais Sem Terra de 24 estados do Brasil e mais 181 representantes de organizações camponesas de 31 países, além de amigos e amigas de diversos movimentos e entidades de todo o Brasil. O 5º congresso reuniu todos esses trabalhadores para discutir, analisar, buscar e apontar alternativas aos problemas da classe trabalhadora do Brasil.

O mais curioso, e já esperado pelo MST é que esse acontecimento histórico não teve o seu devido espaço na mídia brasileira. Agora eu pergunto onde estavam todas as Tvs e os jornais desse país? E eu mesmo respondo, eles estavam no mesmo lugar de sempre, contra os trabalhadores e a favor dos interesses da burguesia. E ainda pregam que são imparciais.

Leia na íntegra o documento final do encontro

Carta do 5º Congresso Nacional do MST

Nos comprometemos a seguir ajudando na organização do povo, para que lute por seus direitos e contra a desigualdade e as injustiças sociais. Por isso, assumimos os seguintes compromissos:

1. Articular com todos os setores sociais e suas formas de organização para construir um projeto popular que enfrente o neoliberalismo, o imperialismo e as causas estruturais dos problemas que afetam o povo brasileiro.
2. Defender os nossos direitos contra qualquer política que tente retirar direitos já conquistados.
3. Lutar contra as privatizações do patrimônio público, a transposição do Rio São Francisco e pela reestatização das empresas públicas que foram privatizadas.
4. Lutar para que todos os latifúndios sejam desapropriados e prioritariamente as propriedades do capital estrangeiro e dos bancos.
5. Lutar contra as derrubadas e queimadas de florestas nativas para expansão do latifúndio. Exigir dos governos ações contundentes para coibir essas práticas criminosas ao meio ambiente. Combater o uso dos agrotóxicos e o monocultura em larga escala da soja, cana-de-açúcar, eucalipto, etc.
6. Combater as empresas transnacionais que querem controlar as sementes, a produção e o comércio agrícola brasileiro, como a Monsanto, Syngenta, Cargill, Bunge, ADM, Nestlé, Basf, Bayer, Aracruz, Stora Enso, entre outras. Impedir que continuem explorando nossa natureza, nossa força de trabalho e nosso país.
7. Exigir o fim imediato do trabalho escravo, a super-exploração do trabalho e a punição dos seus responsáveis. Todos os latifúndios que utilizam qualquer forma de trabalho escravo devem ser expropriados, sem nenhuma indenização, como prevê o Projeto da Lei já aprovado no Senado.
8. Lutar contra toda forma de violência no campo, bem como a criminalização dos Movimentos Sociais. Exigir punição dos assassinos – mandantes e executores - dos lutadores e lutadoras pela Reforma Agrária, que permanecem impunes e com processos parados no Poder Judiciário.
9. Lutar por um limite máximo do tamanho da propriedade da terra. Pela demarcação de todas as terras indígenas e dos remanescentes quilombolas. A terra é um bem da natureza e deve estar condicionada aos interesses do povo.
10. Lutar para que a produção dos agrocombustíveis esteja sob o controle dos camponeses e trabalhadores rurais, como parte da policultura, com preservação do meio ambiente e buscando a soberania energética de cada região.
11. Defender as sementes nativas e crioulas. Lutar contra as sementes transgênicas. Difundir as práticas de agroecologia e técnicas agrícolas em equilíbrio com o meio ambiente. Os assentamentos e comunidades rurais devem produzir prioritariamente alimentos sem agrotóxicos para o mercado interno.
12. Defender todas as nascentes, fontes e reservatórios de água doce. A água é um bem da Natureza e pertence à humanidade. Não pode ser propriedade privada de nenhuma empresa.
13. Preservar as matas e promover o plantio de árvores nativas e frutíferas em todas as áreas dos assentamentos e comunidades rurais, contribuindo para preservação ambiental e na luta contra o aquecimento global.
14. Lutar para que a classe trabalhadora tenha acesso ao ensino fundamental, escola de nível médio e a universidade pública, gratuita e de qualidade.
15. Desenvolver diferentes formas de campanhas e programas para eliminar o analfabetismo no meio rural e na cidade, com uma orientação pedagógica transformadora.
16. Lutar para que cada assentamento ou comunidade do interior tenha seus próprios meios de comunicação popular, como por exemplo, rádios comunitárias e livres. Lutar pela democratização de todos os meios de comunicação da sociedade contribuindo para a formação da consciência política e a valorização da cultura do povo.
17. Fortalecer a articulação dos movimentos sociais do campo na Via Campesina Brasil, em todos os Estados e regiões. Construir, com todos os Movimentos Sociais a Assembléia Popular nos municípios, regiões e estados.
18. Contribuir na construção de todos os mecanismos possíveis de integração popular Latino-Americana, através da ALBA - Alternativa Bolivariana dos Povos das Américas. Exercer a solidariedade internacional com os Povos que sofrem as agressões do império, especialmente agora, com o povo de CUBA, HAITI, IRAQUE e PALESTINA.

Conclamamos o povo brasileiro para que se organize e lute por uma sociedade justa e igualitária, que somente será possível com a mobilização de todo o povo. As grandes transformações são sempre obra do povo organizado. E, nós do MST, nos comprometemos a jamais esmorecer e lutar sempre.


REFORMA AGRÁRIA: Por Justiça Social e Soberania Popular!

Confira algumas fotos do 5º Congresso nacionla do MST
http://br.pg.photos.yahoo.com/ph/valdean2007/slideshow?.dir=/14cere2&.src=ph

1 de junho de 2007


A capital carioca também vai poder ver de perto os vídeos do Circuito Revelando os Brasis nesta segunda-feira (04/6), às 19h30, na Praça Nova Holanda, no Complexo da Maré. Serão exibidos os vídeos “A Hora das Almas”, de Luiz Antonio Cavalheiro (Cordeiro-RJ), “Brilhantino”, de Ériton Berçaco (Muqui-ES), “Daqui Nóis Não Arreda o Pé”, de Jairo Teixeira dos Santos (Santana do Jacaré-MG) e “Documentário Sobre Chico Abelha”, de Uiara Cunha (Monteiro Lobato-SP).

A exibição tem o apoio das Associações de Moradores e do Observatório de Favelas do Rio de Janeiro, que é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). Foi criado em 2003, sua missão é atuar na construção de um projeto de cidade na perspectiva dos direitos humanos, que incorpore os setores populares, tendo em vista o fortalecimento da democracia.
Para mais informações sobre o Observatório, acesse o site: www.observatoriodefavelas.org.br.

Foto: Francisco Valdean/Imagens do Povo