25 de junho de 2007

Festas Juninas



Festas Juninas

“Quando mês de junho chegar, eu vou, eu vou me esbaldar”. Esse é o trecho de uma das canções que embalam quadrilhas por todo o Brasil. Quadrilhas tradicionais, onde as damas usam vestido de chita, e quadrilhas competitivas, que usam indumentárias caríssimas que podem chegar a custar R$ 2.000,00.

As quadrilhas são o espetáculo por excelência das festas juninas, que
celebram os santos do mês: Santo Antônio, São João e São Pedro. Algumas
quadrilhas, contudo, chegam a se apresentar até setembro. Elas se tornaram competitivas e federadas e têm nas festas a mesma importância que os blocos de afoxé e as escolas de samba têm no Carnaval.

Na década de 90, em competições de quadrilha realizadas no Sambódromo, no
Rio de Janeiro, grupos de dançarinos resolveram trocar o chapéu de palha e as fantasias caipiras pela indumentária da corte imperial. Muitos não
gostaram e consideraram quebra de tradições. As quadrilhas competitivas são chamadas de “quadrilhas de salão”, como diz Luiz Martins, presidente da UERAQUERJ (União das Entidades Representativas dos Grupos de Dança de
Quadrilhas e Arraiás do Estado do Rio de Janeiro), fundada em 1995 com objetivo de manter as tradições.

Quadrilhas da Maré

O grupo Mocidade Show existe há três anos na comunidade da Baixa do
Sapateiro. Por enquanto, é uma quadrilha competitva, mas ainda não é
federada. “No ano que vem nós iremos nos federar. Embora as apresentações já tenham começado continuamos a ensaiar. Os 14 casais são moradores da
comunidade que competem na categoria mirim, onde a faixa etária varia de 9 a 14 anos. Os ensaios começaram em março, mas o grupo já saiu para competir em Ramos e estamos esperando o resultado da apuração, que deve sair até o fim deste mês”, diz Alexandre Pichetti, 29 anos, morador da comunidade.

A estrutura das quadrilhas de salão funcionam como uma escola de samba, com maior quantidade de pessoas envolvidas no apoio, cenários e alegorias. Pichetti diz que uma das maiores diferenças entre a quadrilha dita caipira tradicional e a de salão, são as regras como por exemplo o limite de casais que varia de 14 a 18 e o limite de 30 minutos para a apresentação. Enfim, quisitos como evolução e concetração valem ponto, assim como no carnaval.

“Faço esse tipo de trabalho porque gosto. Faço o cd com os efeitos sonoros, a montagens das músicas, a coreografia e as roupas, mas há três mães que me ajudam a fazer as roupas das crianças. Tudo fica guardado em minha casa. E chegamos a nos apresentar em até três arraias diferentes por final de semana.”, diz.

Esse ano o enredo do grupo é Países uma maravilha, um encontro uma riqueza. O maior sonho de Pichetti é dançar na Sapucaí, ele disse que esse é o maior prêmio para os grupos. “Na maior parte dos lugares que nos chamam para competir a premiação é em dinheiro, isso acaba suprindo um pouco dos nossos gastos, caso a gente ganhe, é claro. Mas se não gostasse de fazer isso, com certeza não faria”, completa.

Agenda dos grupos:
Em julho o grupo Mocidade Show irá se apresentar na Vila do João, Nova Holanda, Vila dos Pinheiros, Conjunto esperança, Coelho da Rocha, Acari, Piscinão de Ramos, Petrobrás (Cidade Universitária), Santa Cruz e Morro do Adeus.

Coordenada-História

De acordo com historiadores, a festa junina foi trazida para o Brasil pelos portugueses, durante o período colonial. A festa de São João chamava-se "joanina". As primeiras referências às festas de São João no Brasil datam de 1603.

Fotos da apresentação do grupo Mocidade Show na Rua Oliveira na comunidade Baixa do Sapateiro no dia 24 de junho de 2007.



















Texto: Rosilene Miliotti
Fotos: Francisco Valdean

3 comentários:

Olá

Gostaria de saber sobre aluguel e ensaio de quadrilha de salão,no RJ.
Grato!

marco.r@ig.com.br

oi,moro hoje em sao paulo,mais cresci no rj,e dancei muito nessas quadrilhas de luxo,fui a segunda melhor princesa do rj em quadrilhas mirins,dancei ate os 18anos e queria matar a saudads vendo fotos das mais luxuosas.adorei a materia.obrigada!

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