15 de outubro de 2007

Fotografia

O que é a fotografia?

Começo esse texto fazendo essa pergunta. O que é a fotografia?

Há muito tempo venho tentando escrever algo sobre a fotografia, mas confesso que ainda não surgiu de minha cabeça nenhum texto que fizesse uma conexão perfeita entre meu cérebro e dedos que pudesse trazer à tona o que eu penso sobre a fotografia, mas vou continuar tentando. Quem sabe um dia eu não consigo escrever algo que dê conta de falar do papel que a fotografia desempenha para nós, seres mortais, mas que ela consegue prolongar ou antecipar por meio da ultra-sonografia à nossa existência.

Ainda não consegui escrever o que penso de fato sobre a fotografia.

O que posso oferecer a vocês é isso: quando eu fotografo sinto algo que talvez jamais possa descrever ou relatar sobre esse momento, pois acredito que as palavras, tanto escrita quanto a falada, sejam insuficientes para explicar esse momento.

No ato de fotografar é preciso que o fotógrafo esteja em perfeita harmonia com o fotografado. É como se eu ouvisse tocar uma musica e vou tentando entrar no ritmo dela. Quando sinto que entrei no ritmo as fotos passam a ter harmonia, composição, cor e emoção. Mas quando isso não acontece, elas saem fora de foco, ficam sem contraste, algumas até servem para o que estou fazendo mas não servem para mim...!

Se alguém me perguntasse o que é a fotografia, eu prontamente responderia: é um suporte para a nossa memória; esse é o papel principal. Digo principal por ser aquele conhecido por todos. Mas acredito que ela vai alem de ser uma ferramenta de auxilio à nossa memória.

Ela é uma recordação do que julgamos ser o bom ou certo mas é também uma recordação do que não é bom e do que julgamos ser incorreto.

Serve para expressar a indignação do que julgamos incorreto ou simplesmente uma forma de ratificarmos o que julgamos certo.

É também a mais legitima forma de afirmação do belo e do que não queremos esquecer. Serve ainda para lembrarmos de não esquecermos fatos ou acontecimentos que não queremos (ou que queremos) que aconteçam novamente, ou seja, é um suporte magistral da memória individual e coletiva.

Valdean

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