28 de outubro de 2008

O que é a favela?

As favelas são heterogêneas e complexas. As definições e respostas para o significado de favela são diversas. Comecemos pelo princípio, pela palavra. Favela: planta rasteira, característica da região Nordeste. Segundo historiadores, após voltarem das batalhas de Canudos, soldados se instalaram nas proximidades da Providência. A partir de então, passaram a chamá-la de favela carioca, numa alusão a Canudos.

Com característica desajeitada, a planta faz lembrar becos e ruelas sem planejamento. Essa é a imagem que o senso comum tem dos espaços favelados. A favela é local que concentra pobreza e pessoas à margem, privadas de bens e acesso à cidade. Ou ainda, a favela é lugar de bandidos (traficantes). Dependendo do ponto de referência do observador, todos são potenciais criminosos.

Por outro lado, moradores de favelas afirmam que menos de 1% dos habitantes dos espaços favelados está envolvido com o tráfico. A afirmação funciona como escudo contra preconceitos, porém a quantidade em nada muda o senso comum sobre esses espaços.

A favelização é um exemplo notório da falta de solidariedade humana. Atrelada à falta de solidariedade, está a inexistência de políticas de distribuição de renda e terras. O trabalhador no campo, vivendo uma situação sufocante e agonizante, vê na cidade uma saída. Mas acaba por se deparar com uma situação igual ou pior da que vivia, é pouco provável que terá acesso na cidade às políticas que não teve quando estava no campo.

Um dos graves problemas dos centros urbanos é a falta de políticas habitacionais, mas não é o único. Vindo de uma situação miserável, sem base educacional, o trabalhador se torna mão-de-obra barata e morador de favela, único lugar que o acolhe. A cidade o aceita na condição primária de que é importante para manter a máquina funcionando e nada mais.

Os espaços favelados são riquíssimos em diversidade, neste campo não existem definições ou explicações fáceis. A única generalização possível é em termos de estética e origem.
A atividade dos espaços favelados é intensa, obedece a uma lógica interna, com variações entre si. Assim como são as atividades humanas em qualquer lugar do planeta.

A desigualdade social brasileira é gritante e histórica. Não há como negar a ligação com o surgimento e a proliferação das favelas. A favela é, na verdade, parte de um vasto processo de exclusão que começa no campo e culmina nas cidades. Uma sociedade que conserva e mantém uma estrutura onde uma pequena elite detém considerável parcela das riquezas e condiciona uma imensa maioria da população a sobreviver com o resto não poderia ser diferente.

22 de outubro de 2008

Cidade

Cidade amontoado de gente de vida e de problemas

Carro, casas, edifícios construção, rua correria, praça,
desemprego, mendigo, fome e gente sem coração.
Avenida, trânsito espaço aéreo avião.

Luzes, queima de energia consumo, destruição

Desperdício, águas, esgoto, energia gás em fogão.

Violência choro e dor, alegria festas diversão.
...

21 de outubro de 2008

MARÉ DE ROCK: Pela Vida Contra o Extermínio.

9 de outubro de 2008

Banda Raça Humana

 MÚSICA NA MARÉ / Rock
A Banda Raça Humana é composta por seis músicos e teve inicio em 1998, atualmente trabalha na gravação do primeiro CD. A banda tem um estilo bem variado, Rock pop com algumas interferências do Hip Hop, MPB e outros. Em todos os shows da banda é possível ver a sua preferência pelo Rock nacional através de uma bandeira do Brasil. No dia do evento a banda tocará músicas próprias, todas relacionadas ao tema do evento, MARÉ DE ROCK: Pela Vida Contra o Extermínio

Um dos integrantes. Vagner Lima relata como a banda surgiu. “Comecei a ouvir Legião Urbana no ginásio, junto com outros amigos, quando fazia a 5° série e fui aprendendo a curtir o estilo musical e aprendendo com as críticas faladas... Um desses amigos é o Vagner Martins que também compõem a banda. Nós damos os primeiros passos no violão com o Leco, vizinho, amigo, e hoje baixista da banda, e que já curtia o estilo, principalmente dos anos 80 que foi uma década marcante para o Rock brasileiro. Os próximos passos foram as canções, sempre dentro do contesto vivido por todos nós, como o desemprego, violência, família, amizade, amor, política... Coisas vividas pela raça humana.

Eu acho que a necessidade de se fazer ouvir nos impulsionava a nos juntar nas calçadas perto de casa, com dois ou três violões (geralmente um emprestado) e “tirávamos um som" com críticos (antes negativos, hoje positivos), bêbados querendo atenção e amigos. E assim a banda foi evoluindo até adquirir a composição e estilo atual.

A banda passou pelo um processo até chegar a composição que tem hoje. O Léo (vocalista), entrou na banda em 2001, após três anos do surgimento. Naldo, ex-baterista, logo após a entrada do Leo saiu por motivos pessoais. O André, na época um garotinho que via agente tocar, pelas calçadas depois de um tempo entrou na banda como baterista. Tocou conosco e depois saiu. Temporariamente entrou o Hugo. O André voltou, mas viu que não dava, queria se dedicar a igreja que freqüentava. Hoje o baterista é o Márlio, que era de uma banda chamada BOB NELSON S/A. Além dele, dessa banda, veio para a RH o vocalista Júlio, com muita disposição e swing. Também passaram pela banda dando uma ótima força a Nick (vocal) e o Alexandre (baixo), que foram os últimos a integrarem a banda, mas saíram por preferirem outro estilo musical.

Composição atual da banda
Vagner lima (guitarrista)

Vagner Martins (guitarrista)

Leco (baixista)

Leandro (vocalista)

Márlio (baterista)

Júlio (vocalista)

1 de outubro de 2008

MARÉ DE ROCK: Pela Vida Contra o Extermínio.

Ocorrerá no dia 18 de outubro na Maré o primeiro festival de bandas de Rock. Por aqui é freqüente eventos musicais, mas este festival tem um caráter diferenciado. O evento é uma série de iniciativas do fórum “Pela Vida, Contra o Extermínio”. Ao todo serão 13 bandas, dentre as quais 10 são da comunidade.

O objetivo do evento será denunciar e chamar a atenção da sociedade, para a questão da criminalização da pobreza, da favela e dos movimentos sociais. O local escolhido, uma das entradas da Maré, possui relação direta com as principais vítimas da atual política de segurança pública do Rio de Janeiro, os pobres e os favelizados.

Endereço
Av. Guilherme Maxwel próximo à passarela 7 da Avenida Brasil em frente a Escola Municipal Bahia.

Bandas

Reciclasom
The Loks
Deoxis
Aforma
"Café Frio"
Plenitude Modulada
Veneto
Levante
Passarela 10
Algoz
Raça Humana
Rhudár