29 de julho de 2009

Carlinhos de Jesus

Quem também esteve na Maré esta semana foi Carlinhos de Jesus gravando com a galera do Imagens do Povo o quadro "Arte pra vida", que vai ao ar as quartas feiras no RJ TV 1º edição.

Antonio Algunsto Fontes

Na última terça feira o fotógrafo Antonio Augusto Fontes esteve na Maré, o fotógrafo veio a comunidade para ministrar uma palestra aberta para os alunos da Escola de fotógrafos Populares, projeto desenvolvido pela instituição Observatório de Favelas e coordenador pelo fotógrafo João Roberto Ripper.

Antonio mostrando imagens para os alunos da Escola de Fotógrafos Populares

Da esquerda para a direita: Dante Gastaldoni, fotografo e professor de comunicação (Uff e UFRJ). Ripper, fotógrafo e idealizador da Escola de Fotógrafos Populares, Antonio Augusto Fontes fotógrafo convidado.

http://www.observatoriodefavelas.org.br/

http://www.imagensdopovo.org.br/

Antonio Augusto Fontes

27 de julho de 2009

Rua Oliveira na Baixa do Sapateiro

As imagens acimas foram capitadas no ultimo domingo, na terceira edição do arraia da amizade, o dia também foi de comemoração do aniversario do organizador do evento, Piquete.

23 de julho de 2009

Para além dos números

O risco de um adolescente brasileiro morrer é 33 vezes maior que o de uma criança. Se esse adolescente for negro, a probabilidade será 2,6 vezes maior quando comparado com os brancos. Dos adolescentes que morrem todo ano no país, 46% são assassinados.


Os números acima são do Índice de Homicídios na Adolescência (IHA), que foi lançado ontem em Brasília e que resulta de uma parceria entre o governo federal, Unicef, o Laboratório de Análise da Violência da Uerj (LAV-Uerj) e o Observatório de Favelas. O IHA é inédito e foi desenvolvido no âmbito do Programa de Redução da Violência Letal Contra Adolescentes e Jovens, iniciativa que o Observatório coordena desde 2007.


A violência letal constitui um dos maiores problemas sociais brasileiros e nos grandes centros urbanos, ela se associa a um quadro que envolve a precarização das condições de vida, especialmente dos moradores de favelas e periferias. A gravidade desta situação acabou por tornar este problema uma das principais preocupações do Observatório de Favelas, que começou a desenvolver ações nessa área a partir do projeto Rotas de Fuga. O Rotas acompanhou a trajetória de 230 meninos e meninas envolvidos no tráfico de drogas, em 34 comunidades do município do Rio de Janeiro. Desse total, 45 jovens foram mortos no período da pesquisa. Tais mortes trouxeram a necessidade de pensar um projeto focado no problema dos homicídios de adolescentes.


Nesse contexto, em agosto de 2007, nasceu o Programa de Redução da Violência Letal contra Adolescentes e Jovens (PRVL), que, apoiado pelo Unicef, trabalhou com nove capitais brasileiras. Em outubro de 2008, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, através da Subsecretaria de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente (SEDH/SPDCA), tornou-se parceira do PRVL. A partir de então, o Programa estendeu sua atuação e passou a contemplar 11 regiões metropolitanas.


O intuito do Programa é assegurar que os homicídios de adolescentes sejam tratados como prioridade na agenda pública e o IHA foi desenvolvido nessa perspectiva. Ele foi criado com o objetivo de exemplificar o impacto da violência letal entre adolescentes de uma forma sintética, de modo a ajudar na sensibilização da sociedade para a gravidade do problema. O índice pretende também contribuir para o monitoramento do fenômeno e para subsidiar políticas públicas nessa área.


Os dados do IHA, além de inéditos, são alarmantes, sobretudo quando interpretados de forma longitudinal. Nesse caso, é possível estimar que o número de adolescentes assassinados entre 2006 e 2012 ultrapasse 33 mil. Ou seja, se as condições existentes nas cidades pesquisadas persistirem, o país perderá 13 adolescentes por dia.


O que se espera é que os números, mais do que um dado assustador, venham a se tornar uma ferramenta no enfrentamento dessa situação. O índice, apesar de inédito, não é o único estudo que trata do tema e não é o primeiro a alertar para sua gravidade. No entanto, o que merece destaque é o conjunto das iniciativas que o cercam.


A Secretaria Especial de Direitos Humanos, o Unicef, o LAV e o Observatório de Favelas, além de chamar atenção para o problema, estão buscando articular iniciativas que possam contribuir para a redução dos homicídios de adolescentes e jovens. Talvez essa seja a novidade que deva ser destacada. Por isso, ainda que em um primeiro momento a preocupação seja divulgar o IHA, apresentando dados alarmantes, não há dúvida de que seu principal fim é a mobilização. Mais do que a criação de estatísticas, a intenção, ao dar visibilidade às vidas que hoje são perdidas, é sensibilizar a sociedade para construção de um futuro diferente.

Acesse o Índice de Homicídios na Adolescência

Fonte Observatório de Favelas

Rocinha em números

A Rocinha, favela carioca conhecida internacionalmente, acaba de passar por um grande raio-x. O censo, realizado na maior favela da América Latina e divulgado hoje, 16 de julho, contabilizou 38.029 imóveis e 100.818 habitantes (51,5% mulheres e 48,5% homens) – número muito superior aos 56 mil moradores da última contagem do IBGE, realizada em 2000. De acordo com a Secretaria de Estado da Casa Civil, responsável pelo levantamento, os resultados vão orientar o governo do Estado a direcionar investimentos de R$ 25 milhões em ações e programas de melhoria para a Rocinha.


Os principais problemas apontados pelos moradores sobre suas próprias casas, de acordo com o censo, foram pouca iluminação (41,9%) e pouca ventilação natural (41,8%), pouco espaço (48,3%) e paredes ou chão úmidos (20,6%). E, quando perguntados sobre “o que falta para que a sua moradia seja melhor?”, as principais respostas foram ampliação da casa (10,4%), reforma (7,5%) e saneamento básico (6,6%). No entanto, o estudo revela que 86% dos domicílios estão oficialmente ligados à rede geral de esgoto.


No que se refere à potencialidade econômica da comunidade, há na Rocinha 6.508 empresas ou empreendedores, dos quais apenas 8,1% são formais (pagam impostos). O principal ramo de atividade é o de serviços (79,7%), seguido de longe pelo comércio (18,5%). E os empreendimentos não-familiares são maioria (46,1%) em relação aos familiares (31%).


Um dado positivo é que o índice de emprego é alto entre os moradores da comunidade. Só 7,7% dos entrevistados se declararam desempregados. Os trabalhadores com carteira assinada são 30,8%, os sem carteira somam 13,8% e os aposentados e pensionistas são 4,3%. Os que se declaram estudantes totalizam 23,5%.


Acesse o Censo Domiciliar da Rocinha


Acesse o Censo Empresarial da Rocinha


Fonte Observatório de Favelas


20 de julho de 2009

Artesanatos produzidos por alunos do projeto Vida Real, Maré, Rio de Jaeiro.

3 de julho de 2009

A arte de soltar pipa


Menino

Menino em açúde, Ceará, Brasil

2 de julho de 2009

Morro do Timbau

Fotografia tirada do morro do Timbau a noite.

O que rolou final de semana na Maré em fotos

Imagens da conferencia Livre de segurança Publica ocorrida na Maré no último domingo.




MC Leonardo palestra para grupo de comunicadores populares na comemorações dos 10 anos do Jornal o Cidadão.