11 de fevereiro de 2010

Pedinte

Limpa teu vidro
te chama de irmão
usa e abusa de submissão
na vã esperança de ganhar
um tostão


A rua é seu lar
Para um pede,
Outro para dá
Outros passam olham sem olhar


Um homem ou uma mulher
Comenta [rapaz novo podendo trabalhar!]


No fim do dia monta a cama
na pedra fria e vai descansar
Em sono profundo sonha
que era Raimundo pelas ruas a vagar.
Encontra um pedinte e comenta
[rapaz novo podendo trabalhar!]


Acorda, o sol aparece às luzes escurecem, conta os trocados.
Em silencio profundo suspeita
que todos e todas são pedintes e todos e todas são Raimundos.

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