"Formada na antiga Praia das Moreninhas, entre os terrenos da Casa do Marinheiro e da fábrica Kelson, o Conjunto Habitacional Marcílio Dias iniciou seu processo de ocupação em 1948 com algumas famílias de pescadores que ergueram palafitas. Dentro da comunidade Marcílio Dias outras menores a integram: Mandacaru, Terra Nostra e Kelson".
_________________________________________________________________________ OBS: As imagens foram captadas durante uma oficina de fotografia realizada por fotógrafos da Agëncia Imagens do Povo com jovens moradores de Marcílio Dias. As imagens acima foram captadas pelo meu grupo da oficina.
Nos próximos dias 28 e 29 de janeiro a sede do Observatório de Favelas recebe a instalação “1 minuto”, da fotógrafa Anna Kahn, que expõe cenários cariocas atingidos pela violência das balas perdidas
A instalação é composta de um cubo onde são projetadas imagens que tem como cenário o Rio de Janeiro e os locais que receberam vítimas de balas perdidas. A obra é um garimpo de registros sistemáticos da violência na cidade feitos pela fotógrafa desde a década de 90. Segundo Anna, cada imagem desse trabalho pretende ser testemunha visual e silenciosa dessa brutalidade.
A jornalista Anna Kahn é carioca e estudou fotografia na School of Visual Arts, em Nova York. A obra que será exposta no Observatório esteve na última edição do Festival Internacional de Fotografia Paraty em Foco (2010).
Os ônibus da cidade do Rio transportam milhares de pessoas todos os dias, mas qual é a qualidade do serviço?
Eu, por exemplo, uso com freqüência a linha 665 (Pavuna ↔ Saens Pena) e tem dias, dependendo do horário e local, é quase impossível embarcar num ônibus da linha.
No último dia 20 o fotógrafo Ratão Diniz registrou no morro Dona Marta/Santa Marta: uma procissão em homenagem a São Sebastião (padroeiro do Rio) e também registrou as atividade de um grupo de Folia de Reis da comunidade.
Esquerda MC Leonardo / direita MC Pingo do Rap em apresentação na "Roda de Funk" realizada pela APAFUNK no último sábado (22/01/2011) na rua do Valão na favela da Rocinha.
A favela é plural e abriga expressões culturais variadas, ainda naquele dia (22) numa rua da Maré sobre um palco improvisado um grupo de forró se apresentava. Naquela mesma rua no dia anterior aconteceu um baile funk e naquela mesma rua por vezes ocorre shows com grupos de pagode. Naquele dia na entrada da Rocinha se lia em um grande cartaz o anuncio de um show de pagode onde a atração principal era o pagodeiro Belo. A pluralidade das favelas é um fato que a generalização aniquila e sem êxito tenta sufocar a expressão musical mais latente que existe nas favelas cariocas, o Funk.
O cotidiano da favela pode ser leve e belo. Pelo menos é assim nas imagens do jovem fotógrafo Bruno Itan. As crianças acima se refrescando num dia quente foi captada por ele no alto do morro do Alemão.
A cena simple, descontraída e alegre não tem qualquer relação com a ocupação policial e muito menos se relaciona com qualquer tipo de opressão lá existente. É simplesmente como é.
____________________________________________________________________________ O blog O cotidiano agradece ao fotógrafo Bruno Intan que cedeu gentilmente as imagens
Uma vez assisti uma entrevista do escritor Ariano Suassuna. Na entrevista o escritor falou que achava bizarro a réplica da estátua da liberdade na entrada de um shopping no Rio.
Dias atrás passando no local lembrei da entrevista e fiz com meu celular uma foto. A estátua fica numa das entradas do Barrashopping.
Em um portão de uma casa abandonada encontrei imagens de crianças no portão, não consegui saber qualquer informação sobre as imagens, não sei se elas foram colocadas apos as chuvas ou se antes.
No bairro da Posse a primeira pessoa com quem falei foi com Eli de 42 anos, no momento ele ainda procurava a sua mãe (Marieta de 72 anos) que foi levada pelas águas. (Informações coletadas no sábado dia 15).
Na imagem da esquerda a casa onde
a mãe de Eli morava. A areia cobriu quase toda a casa.
Na imagem da direita uma tv que pertencia a sua mãe.
Moradores trocam informações sobre familiares e conhecidos. No lado esquerdo, Idelbrando de 57 anos, mora há 23 do bairro Posse conseguiu retirar toda a família em segurança, já a casa e uma Kombi em que trabalhava foram completamente destruidos.
Moradores do Bairro de Campo Grande, tentam recuparar pertences. Neste ponto mais alto do bairro não se sabe ao certo quantas pessoas estão desaparecidas. Mesmo presentes, moradores reclamam que não estão (ontem) recebendo ajuda das equipes de homens da Força Nacional e Exército.
Um olhar que desconhece o lugar pode achar que no lugar de todas essas pedras corria um grande Rio, mas não, aqui era o coração do bairro de Campo Grande. Os moradores dizem que não conseguem entender de onde saiu todas essas pedras. Esta área era a mais povoada do bairro e não se sabe se as pessoas e as casas foram levadas pela àgua ou se estão embaixo das pedras.
Da esquerda para a direita: (Maria da Conceição, Jarci Rodigues e Adelina Maria) todos moravam na rua Jose da Rocha. Os relatos são parecidos. Todos estavam em casa na noite em que tudo ocorreu. Não perderam famíliares, mas dizem que muitos vizinhos morerram ou ainda estão desparecidos.
Este blog é editado pelo fotógrafo e Mestre em Antropologia Visual Francisco Valdean.
Um blog voltado para as temáticas: ARTE, CULTURA e processos EDUCATIVOS. Temas de interesse do autor.