Ontem moradores de diversas comunidades que correm o risco de serem removidas por conta dos eventos esportivos de 2016 manifestaram-se em frente a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro. A manifestação se fez necessária por conta das últimas tentativas de remoção na comunidade Vila Harmonia.
A musicalidade na Maré é latente. Existem em todo o conjunto de favelas da Maré inúmeros grupos musicais de variados estilos.
No “Favela Festival”, organizado pela CUFA, duas bandas com origem na Maré apresentam trabalhos. Banda Passarela 10, apresenta no festival a música Borboleta e a banda Café Frio se apresenta com a música Livreto. As duas bandas são bastantes conhecidas no circuito musical do bairro.
Imagem captada com celular no elevado da perimetral / Negativo
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As mensagens deixadas nas paredes, as “pixações” e imagens me chamam atenção e as vezes faço fotografia destas, mas nunca sei o que fazer com elas. Então resolvi que vou publicá-las aqui no blog sobre o título “ Série - Rascunhos e Pixações”.
Quando a polícia carioca passou a usar um veículo blindado para fazer incursões em favelas do Rio, o nome oficial do veículo era “Pacificador”, mas a sabedoria popular tratou de dar lhe o nome que era justo e o chamou de “Caveirão”.
O governo insistiu em chamar o veículo de “Pacificador” então os moradores de favelas faziam anedota com o nome do blindado dizendo que este devia se chamar “Passa e fica a dor”. A brincadeira é a junção do nome “Pacificador” com o que ele faz por onde passa em suas incursões nas favelas.
Na manhã do dia 1º de fevereiro de 2011 no Morro do Timbau na Maré numa incursão os policiais usaram o “Caveirão”. Em poucos minutos de operação, segundo relatos de moradores, o carro destruiu barracas de uma feira popular que ocorre no local, derrubou murro e por pouco não atropelou os feirantes.
Hoje, indicado por um amigo conheci o ensaio fotográfico “dreams of flying” (Sonhar em voar) do fotógrafo Jan Von Holleben.
Achei muito interessante a idéia desenvolvida pelo fotógrafo neste ensaio. As fotografias são formadas muitas vezes por crianças debruçadas ou deitadas sobre algum cenário formado por ele mesmo fazendo um efeito fotográfico fantástico.
Confira algumas imagens
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7 e 7 são 14
Com mais 7, 21
Nosso bloco tá na rua
Tem espaço pra mais um
7 e 7 são 14
Nosso bloco é pra somar
A Maré é a avenida do bloco Se Benze que Dá!
22, Batalhão Linha Vermelha
Não respeitam nossa vida,
Caveirão invade a feira
No sufoco, todo mundo se ajuda
Com a feira destruída (Se Benze que dá!)
Agarrei a minha arruda
7 e 7 são 14...
X milhões o governo foi gastar
Pra fazer o maldito muro
Excluir e separar
Proteção Acústica Nossa voz não vai calar
Esse muro pra que serve?
Esconder e Maquiar
Vivendo um outro olhar é a terceira etapa do projeto sobre fotojornalismo e cidadania no Rio de Janeiro, que começou com Abaixando a máquina e continuou com Imagens do Jongo. Como forma de discutir não apenas a fotografia popular, o filme analisa como as diferenças sociais entre asfalto e favela, conceitos como Cidade Partida e outras análises sobre o convívio urbano carioca. O filme trata a questão do jornalismo, da fotografia e da cidadania vista sobre a ótica da favela, seus fotógrafos, suas escolas e agências, um setor, talvez, invisível para muitos.
Imagens do espetáculo "Matéria Imagens e Sensações" da Cia Lúmini em apresentação até amanhã dia (6 de fevereiro) no Teatro Nelson Rodrigues. Av. República do Chile, 230, Centro. Rio de Janeiro.
O Samba está quase pronto, falta apenas alguns retoques na melodia, e acrescentar o desenho da bateria. Tá ficando muito bom.
O samba deste ano fala dos 7 anos de existência do bloco, fala do cotidiano da Maré e faz uma crítica aos muros chamado de barreira "acústica" implantado pelo governo municipal nas vias próximo a Maré no ano de 2010.
Esté é o último final de semana das apresentações do Espetáculo "Matéria Imagens e Sesações da Cia Lúmini no Teatro Nelson Rodrigues no Rio de Janeiro.
Os assuntos que nos cerca, às vezes nos toma de uma forma que se torna impossível não opinar sobre eles. Independentemente da proporção histórica dos fatos, queria registrar uma opinião sobre dois dos acontecimentos políticos recentes.
Não é este texto uma análise, pelo menos não era essa a intenção quando comecei escrever, tinha intenção de ser um texto engraçado, mas segue o que consegui escrever.
Que fique claro: guardado as proporções entre os dois fatos, se colocados em oposição me parece ter alguma semelhança, por mais que isso pareça contraditório. Resumindo: é este texto uma opinião pessoal a cerca de dois políticos, um lá no Egito e outro aqui do Brasil.
Os caras, em minha opinião, são verdadeiras “Múmias da Política”. A múmia egípcia é Mubarak e a múmia brasileira é Sarney. A múmia egípcia ocupa o posto de múmia-política há trinta anos. A múmia brasileira ocupa o posto de múmia-política há pelo menos meio século, se não é isso tudo, a sensação é de que seja até mais que isso.
O povo egípcio tem oportunidade única de mumificar de vez sua adorável múmia e seguirem rumo à democracia, mas não é qualquer democracia, é um modelo de democracia que permite a múmia-política Sarney navegar calmo e “tranquilão”. Pelo menos é essa a fé que se prega. Acho que não é demais dizer que Mubarak é uma múmia alimentada por um modelo democrático que só consegue olhar para o povo egípcio com interesses egoístas. E é exatamente este o modelo que se espera que o povo egípcio implante por lá. O povo egípcio deve rumar na direção da democracia, esta é por lá uma necessidade, mas não isenta de ser questionada. Voltemos para o Brasil. E nós que “respiramos o delicioso” ar político que exala do nosso modelo democrático, o que podemos fazer em relação as nossas múmias-políticas? Que usam e abusam das regras democráticas nas nossas barbas e quase nada pode ser feito?
Lá no Egito, os fatos em andamento, podem colocar a múmia Mubarak no seu merecido lugar, no aconchego quentinho do sarcófago, morada eterna de múmia. No Brasil, com 70 votos, a nossa múmia querida e venerada, volta a Presidênciado do Senado pela quarta vez, isso pra não lembrar dos demais cargos que já ocupou.
No Egito há varias múmias-políticas que remendos chamados de mudanças não consegue neutralizar nem metade delas, pior do que elas, só os seus espectros que facilmente se reorganizarão? Salvo as proporções históricas, olhem para nossa história política de remendos e reorganização de forças.
A indignação do povo egípcio com sua múmia-política talvez devesse estender-se ao modelo já prontinho vendido a eles. Na verdade, esse é um fato que devia ser questionado por todos os povos submetidos a regimes de governos em que o “povão” é catalogado como meras “minorias”. Radicalizando: a imensa maioria dos exemplares disponíveis na história da política.
"O SAMBA QUE MORA EM MIM é um passeio suave, cheio de ruídos naturais, pelo mitológico morro da Mangueira. Um passeio ousado, já que o Rio de Janeiro vive hoje um tempo crivado de balas perdidas e gente desinteressada – de verdade – por aquilo que acontece lá em cima, no topo da cidade".
“O Samba que Mora em Mim” têm estréia marcada para o dia em 11 de fevereiro nos cinemas, mas antes disso, no próximo dia 9 de fevereiro, às 00:00 o filme será exibido via internet pelo site ELO CINEMA -www.elocinema.com.br
Trailer do documentário "O Samba que Mora em Mim" dirigido por Georgia Guerra-Peixe
SINOPSE
"O SAMBA QUE MORA EM MIM" é um documentário ambientado no Morro de Mangueira, na cidade do Rio de Janeiro, no período do pré-carnaval. O ponto de partida é a quadra da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, lugar do reencontro da diretora Georgia Guerra-Peixe com sua própria história. É no inicio do documentário, em primeira pessoa, que a diretora conta o que o carnaval sempre significou na sua família e na sua vida. Da quadra, ela parte para subir o morro pela primeira vez, movida pelo desejo de ir além do samba. “Se eu pudesse calar uma escola de samba....” O olhar muito particular da diretora conduz este deixar-se ir continuo pelo morro; um caminhar que naturalmente vai adquirindo variações melódicas e cadências rítmicas diferentes, resultando na composição do que poderia ser chamado de samba enredo documental ou um samba de olhar. Além da quadra mora o samba de Georgia Guerra-Peixe. Um samba que é jeito de ser, de viver e também, mas não só, de cantar e dançar.
Hoje fui a Alerj. A intenção era ir na posse do Deputado Marcelo Freixo (PSOL). Por causa da forte chuva não rolou como havia sido pensado, mas pela quantidade de grades cercando as escadarias da Alerj não sei como seria. _________________________________________________________________________
Este blog é editado pelo fotógrafo e Mestre em Antropologia Visual Francisco Valdean.
Um blog voltado para as temáticas: ARTE, CULTURA e processos EDUCATIVOS. Temas de interesse do autor.