31 de maio de 2011

Meu 2º dia como ex-favelado



Hoje ao conversar com alguns amigos sobre o assunto ex-favela, de forma inevitável o assunto ganhava um tom de anedota, mas veja se não tenho alguma razão: é muito difícil entender a situação, agente pode ser ex n coisas, mas ex-favelado não. É uma situação difícil de entender e por vários motivos, e o prinicipal motivo é: o que é um "favelado"? Acho que vai levar um tempo para me acostumar com a nova condição, já que a anterior enquanto categoria não era bem resolvida.

Incentivado por uma amiga resolvi que vou continuar publicando este diário por mais alguns dias e relatando a incrível experiência de ser um ex-favelado.

Neste segundo dia, como era de se esperar nenhuma novidade, tudo ainda é do mesmo jeito que era ontem. Falando em ontem, ontem aqui na minha ex-favela ocorreu uma incursão do Bope, não sei exatamente o que moveu a operação, mas li que eram 30 homens e 2 caveirões, se bem que isto não é nenhuma novidade, é na verdade algo corriqueiro nas favelas e ex-favelas da cidade.

Hoje nos jornais

Li varias notícias nos jornais sobre o assunto ex-favela. O Globo por exemplo, que é um jornal preocupadíssimo com o assunto favela estampou fotos e textos sobre as condições de vida e moradia do Morro do Pavão Pavãozinho.

O Extra também falou do assunto e estampou imagens que mostram as ex-favelas com alguns problemas, problemas estes usados como critérios para elevarem as 44 favelas a categoria de ex-favelas. Então diante das colocações  o secretário municipal de Habitação fala em defesa das favelas e ex-favelas.

— Já vi lugar no Centro acumulando muito mais esgoto do que em favelas — afirmou o secretário, acrescentando — Todo bairro tem problema, e estes lugares também merecem ações de conservação permanentes. A Cedae vai assumir o atendimento a essas comunidades, recém-pacificadas, em breve.  Fonte: Jornal Extra Online

Que bom! fico mais aliviado, só assim quando o esgoto da minha quando emtupir não será mais preciso que os próprios moradores desentupam. 

Acho que por hoje é só.


 

Campo de futebol no topo do Vidigal


Em imagem de 2007, crianças jogam bola em um campo de futebol no Morro do Vidigal, Rio de Janeiro.



30 de maio de 2011

Bate-papo com o fotógrafo Alexandre Sequeira na galeria 535



No final de semana fui a um bate-papo com fotógrafo Alexandre Sequeira na galeria 535. Foi um dos trabalhos artístico mais belo que já vi nos últimos anos.

Segue linque de dois dos trabalhos apresentados por Alexandre Sequeira.



Para conhecer outros trabalhos do fotógrafo acesse o endereço abaixo

http://alexandresequeira.blogspot.com/



Meu primeiro dia como ex-favelado


Hoje sai de casa e fui percorrendo ruas e becos da ex-favela que moro, calma, ela não desapareceu e não se acabou, continua do mesmo jeito, o que ocorreu é que no dia de ontem li num jornal aqui do Rio uma daquelas notícias que mais parecem uma brincadeira. O fato: (Instituto Pereira Passos - IPP) e a (Secretaria Municipal de Habitação - SMH) resolveram redefinir 44 favelas da cidade como ex-favelas por terem identificados nestas serviços parecidos com serviços de bairros da cidade.

Critérios aplicados:
“O critério de seleção para que essas 44 áreas não sejam mais consideradas favelas são infraestrutura (rede água, esgoto, drenagem, pavimentação, abertura de vias de acesso, rede de iluminação pública, calçadas, praças) e equipamentos sociais como creche, posto de saúde, áreas como esporte e lazer”. Fonte Globo Online

Mas ao andar pelas ruas e becos da ex-favela que moro nada mudou, tudo ainda é do mesmo jeito, e que bom que ainda é assim, poderia ter sido pior, poderia ter sido remoção ou uma truculenta ocupação do Bope para implementar uma UPP.
 
Que as “favelas” sejam entendidas como áreas pertencentes à cidade é o desejo latente, mas desta forma não me parece ser o caminho, isto não resolve as questões relativas as favelas cariocas. Uma ação desta parece muito mais com atitudes bem intencionadas dos atuais gestores dos órgãos citados.



Veja também a “Marénão é mais uma favela
e confira a lista das ex-favelas.

29 de maio de 2011

A Maré não é mais uma favela


Isso mesmo, a Maré agora é uma ex-favela, a Maré e mais outras 43 favelas não serão mais consideradas como favela.

Em matéria do (Globo Online/29/05/2011) diz que estudo realizado pela  Secretaria municipal de Habitação (SMH) e o Instituto Pereira Passos (IPP) levou os dois órgãos a seguinte conclusão:  44 favelas da cidade do Rio devem não ser mais definidas como favelas por terem serviços básicos idênticos aos desfrutados por moradores do “asfalto”.

O que você Mareense acha desta brilhante ideia dos órgãos?



Lista das 44 ex-favelas

RIO - O critério de seleção para que essas 44 áreas não sejam mais consideradas favelas são infraestrutura (rede água, esgoto, drenagem, pavimentação, abertura de vias de acesso, rede de iluminação pública, calçadas, praças) e equipamentos sociais como creche, posto de saúde, áreas como esporte e lazer.
- São áreas que já têm a característica de bairro - disse Jorge Bittar.
Veja a lista das ex-favelas:
ZONA PORTUÁRIA (I RA)
1: Ladeira dos Funcionários e Parque São Sebastião
2: Quinta do Caju
3: Parque Boa Esperança
4: Parque Conquista
BOTAFOGO (IV RA)
5: Cerro-Corá, Guararapes e Vila Cândido
6: Humaitá
7: Morro Azul
8: Dona Marta
9: Tavares Bastos
10: Vila Benjamim Constant
11: Vila Pereira da Silva
COPACABANA (V RA)
12: Pavão-Pavãozinho e Cantagalo
LAGOA (VI RA)
13: Vidigal
TIJUCA (VIII RA)
14: Borel e Casa Branca
15: Mata Machado
16: Morro da Formiga
17: Salgueiro
VILA ISABEL (IX RA)
18: Arrelia, Morro do Andaraí e Jamelão
19: França Junior, Buraco Quente e Morro do Cruz
RAMOS (X RA)
20: Vila Santo Antônio
21: Comunidade Agrícola de HIgienópolis
PENHA (XI RA)
22: Morro da Fé, Morro do Caracol, Morro do Sereno e Rua Frey Gaspar, n 279
23: Centro Social Marcílio Dias
INHAÚMA (XII RA)
24: Parque Proletário Águia de Ouro
25: Chácara de Del Castilho
MÉIER (XIII RA)
26: Fernão Cardin
27: Joaquim Méier
28: Serra do Padilha
29: Santos Titara
IRAJÁ (XIV RA)
30: Nossa Senhora da Apresentação
MADUREIRA (XV RA)
31: Buriti-Congonhas, São Miguel Arcanjo, Faz Quem Quer, Moisés Santana, Morro do Sapê e Morro do Sossego
JACAREPAGUÁ (XVI RA)
32: Santa Maria
33: Vila Sapê
CAMPO GRANDE (XVIII RA)
34: Jardim Moriçaba
35: Bairro Agulhas Negras
36: São Jerônimo
ILHA (XX RA)
37: Bairro da Sapucaia e Praia da Rosa
38: Parque Royal
BARRA (XXIV RA)
39: Floresta da Barra da Tijuca
40: Palmares
PAVUNA (XXV RA)
41: Morro União
COMPLEXO DA MARÉ (XXX RA)
42: Baixa do Sapateiro, Parque Maré, Nova Holanda, Parque Rubens Vaz, Parque União e Timbau
VIGÁRIO GERAL (XXXI RA)
43: Parque Jardim Beira-Mar, Vigário Geral e Te Contei
REALENGO (XXXIII RA)
44: Bairro Carumbé


Três planos da mesma imagem


Em primeiro plano banhista, em segundo plano prédios de Copacabana e em terceiro plano o Morro do Pavão Pavãozinho, Rio de Janeiro.



27 de maio de 2011

Mudança de ponto de ônibus na Vila do João causa transtorno aos moradores


Por Viviane Oliveira


 

Tabuleiro das conversações: Morro da Baiana, café e churrasco...


Por Léo Lima*

Sexta 15 de abril de 2011, Morro da Baiana, Conjunto de favelas do Alemão, fotografando com o amigo Edmilson de Lima. De repente, um calorão do Rio de Janeiro às 09h00min da manha, outono que mais parece um verão radiante, poderíamos ter pensado: Vamos cair na água, tomar um bom banho de piscina na casa de algum vizinho!?

     É, não pensamos. E subimos as escadarias do Morro da Baiana, quando o vento nos trouxe o enredo.

     As vozes eram de um pai (Sr.Pereira) e seu pequenino filho (Lucas, 2 aninhos). Pessoas que ainda não haviam nos visto no local, e claro, nós também não! Estavam no cantinho de uma quadra de esportes no alto do Morro, o pai de shorts e sem camisa, seu filho usando uma camiseta, uma fralda e uma bola nas mãos.
     Histórias eram desvendadas, enquanto a bola começava a rolar. O PAC era um dos assuntos, a segurança era elogiada e a bola rolava. Sol forte e sombra não muito fresca, era um Cearense de muita garra com 17 anos de perdas e vitórias no Morro da Baiana, quando do nada... a bola parava. Era o pequenino Lucas, descansando suas pernas fortes e baixando a bola. Até um breve tchau por de trás do alambrado e uma foto ao lado de seu amado papai.

     Cores, muitas cores. Vermelhas, azuis, amarelas, verdes iam surgindo ao longo da subida. A Paisagem dos postes cheios de fios, interligados com pombas cinzas e passarinhos em gaiolas. Pelos becos, pelas vielas e muitas escadas, até que: "Oh Lúcia!" Era a vizinha chamando a cabeleireira, cearense com mais de 10 anos de Morro da Baiana. Ultra simpática, senhora de sorriso fácil, mamãe de 3... Segundo ela, filhos lindos. Ai de quem duvidar!
     Lúcia possui um salão de beleza em sua própria casa. Onde lá trabalhava as sobrancelhas de uma cliente para a noite que viera.
     Ela nos contava que tem muito medo do bondinho do teleférico, que passa por cima de sua laje. Pra ela, tal obra será benéfica somente para os turistas:
     _ Ah, sei lá?! não se sabe o valor disso aí, quanto que um morador deverá pagar por isso? Dizem por aí que turista é R$ 50,00. Sinceramente será legal pra eles, pra eu não.
     Assim com vários moradores elogiam as obras e os benefícios, muitos outros criticam e por muitas vezes não são ouvidos.
     São moradores e moradoras que nos recebem com cafezinhos quentinhos e deliciosos. Com largas histórias, e estórias muito emocionantes de seus contos e vidas. Fora o cafezinho que causa formigamento nas extremidades do corpo de tão bom!

     Descemos ... E nos encontramos com Dona Rosana, 38 anos, nascida e criada no Morro. Mulher de olhar brilhante, incrível! Conversando com Dona Léia, sua vizinha.
     Eram vizinhas um tanto quanto amedrontadas com o fato de o bondinho estar acima de suas cabeças e o futuro da tal obra. Tava aí, mais uma vez o PAC era o assunto.
     Elogio às oportunidades de cursos para os jovens, o espaço do Morro da Baiana que ficou bem mais amplo. Mas as reclamações de falta de pessoas no local eram recorrentes, abandono à noite, a própria obra do teleférico com cunho turístico e a derrubada de um muro que fazia com que a água da chuva não passasse. Segundo Dona Rosana quando vier uma forte chuva, essa mesmo poderá inundar sua casa toda:
     _ Antes não acontecia isso! Espero que "eles" pelo menos venham me dar alguma solução, o ralo daqui não vai agüentar!

     (Observação: Na noite de 25 de abril, de 2011 ocorreu uma forte chuva no Rio de Janeiro. Ligamos para Dona Rosana na manhã do dia 25 para saber se estava tudo bem. Pelo telefone ela nos contou que se não estivesse ficado acordada a madrugada inteira, a terra que descera do Morro entupiria o ralo e inundaria sua casa. Estava tudo bem, apesar da preocupação que se tornará rotineira toda vez que chover no local.)

     Os responsáveis pelas obras não perguntaram se os "beneficiados" gostariam de tais obras, talvez um curso profissionalizante de como pegar o bonde andando.
     Braços recolhidos, imagens guardadas para sempre, bate papo descontraído e sério. Sorrisos, saudades dos vizinhos, 2 pães com mortadela, 2 copos de refrigerante, papo, PAC e um convite para o churrasco do dia 23 na casa Verde.

     Do alto do Morro da Baiana, saímos desse grande tabuleiro das conversações com a certeza de que ganhamos, do que queremos e de como aprendemos com a história do outro, com a palavra dele.



* Léo Lima é fotógrafo da Agência Imagens do Povo e participa do coletivo Favela em Foco.

Zona Norte do Rio em fotografia captada pelo fotógrafo Bruno Itan

A luz do sol da manhã vaza pelas as nuvens e incidi sobre bairros da a Zona Norte do Rio de Janeiro. Na imagem os bairros (Bonsucesso, Ramos, Olaria) vistos da favela da Grota localizada no conjunto de favelas do Alemão, onde mora o fotógrafo Bruno Itan. 



Para conhecer mais sobre o trabalho do fotógrafo acesse  o blog do Bruno
http://brunoitan.blogspot.com/

25 de maio de 2011

Na Sexta - Fotografia

Na Maré

Rola a abertura da Exposição “Meu Mundo Teu” de Alexandre Sequeira na Galeria 535, na sede do Observatório de Favelas que fica na Rua Teixeira Ribeiro, no número 535, Parque Maré, no conjunto de favelas da Maré.
                                                                   
Sobre o autor: 
Alexandre Sequeira é professor do Instituto de Ciências da Arte da Universidade Federal do Pará-UFPa. Especialista em Semiótica e Artes Visuais e Mestre em Arte e Tecnologia pela Universidade Federal de Minas Gerais-UFGM. Artista plástico e fotógrafo, desenvolve trabalhos que utilizam a fotografia como vetor de interação e troca de impressões com indivíduos ou grupos.
Mais informações em:
(21)3105-4599,
(21) 3105-0204

Fonte: Blog do Imagens do Povo






Na Urca


No Ateliê da Imagem rola o “sexta livre”, o convidado desta semana é o fotógrafo Rogério Reis que fará um retrospectiva de seu trabalho fotográfico e apresenta quatro novas séries fotográficas: “Ninguém é de ninguém” (2011), “Linha de campo” (2010), “Trilho” (2010) e “Vôo de papel” (2009). Após a exibição haverá um bate papo com o público.


 Sobre o autor: 
Rogério Reis é carioca. Nos anos 70 trabalhou no Jornal do Brasil (1977), no O Globo (1980), na revista Veja (1983), e participou do Grupo F4 de fotógrafos independentes dos anos 80. Foi durante 5 anos editor de fotografia do Jornal do Brasil (91 a 96). Em 1999 recebeu o Prêmio Nacional de Fotografia da Funarte. Em 2007 passa a integrar o grupo de fotógrafos do projeto da UNESCO, Our Place - the Photographic Celebration of the World's Heritage.  Serviço: Projeto Sexta Livre apresenta mostra retrospectiva de trabalhos de Rogério Reis. Ateliê da Imagem Espaço Cultural, Dia 27 de maio, às 19h. Avenida Pasteur, 453, Urca. Rio de Janeiro. Telefones: 2541-6930 e 2244-5660. Entrada franca.

Fonte: Blog Imagens&Visions

Chá de Memória no Museu da Maré

No dia 26 de Maio, a partir das 14h, o Museu da Maré realizará um encontro de antigos moradores, com mostra de vídeos, visita guiada, contação de histórias e uma roda de conversas. O evento faz parte da comemoração à 9º Semana Nacional de Museus que ocorreu entre os dias 16 e 22 de maio por todo o país com o tema "Museu e Memória".



*Os moradores poderão trazer fotos, cartas e outros documentos para compor o acervo do museu. 













23 de maio de 2011

3º Semana de Ciências Sociais - UERJ

 Foto: Francisco Valdean



"Os cientistas sociais incomodam muita gente..."

 Localização: Universidade do Estado do Rio de Janeiro - 9° Andar/ Bloco F/ Rav 92 Dias: 23 a 27 de Maio

Mesas:
23/05 às 19h: Centenário de Nelson Werneck Sodré.
24/05 às 9h: Núcleo de Antropologia e Imagem -
UERJ.
24/05 às 19h: Laboratório de Antropologia Biológica - UERJ.
25/05 às 9h: Descriminalização do Aborto.
25/05 às 19h: Tradição Marxista na América Latina.
26/05 às 9h: Sociologia no Ensino Médio.
26/05 às 19h: Legalização da Maconha.
27/05 às 9h: Sociologia do Futebol.
27/05 às 19h: Lançamento do livro: "Trotski: Diante do Socialismo Real" de Carlos Eduardo Rebellho de Mendonça.

Saiba mais em: http://www.cacis-uerj.net/


20 de maio de 2011

Fotografia digital, livro para aprender fotografar

O fotógrafo Enio Leite lança o primeiro livro didático de fotografia do país. Fotografia -“Fotografia - aprendendo a fotografar com qualidade”, pela Editora Viena. O livro deverá ser introduzido no ensino médio de escolas públicas e particulares, a partir do segundo semestre deste ano, segundo publicado no portal Photos.

O livro traz dicas sobre a história da fotografia, fotógrafos clássicos, composição técnica e estética fotográfica, leituras complementares, apresentando soluções de como o leitor pode ingressar no mercado de trabalho pela porta da frente. Além de um dicionário técnico fotográfico.

O autor tem 40 anos de experiência em ensino técnico de fotografia e dirige a Focus Escola de Fotografia, em São Paulo “A partir do primeiro capítulo, o aluno começa experimentando os ajustes manuais de sua câmera e em pouco tempo irá conferir que as suas fotos de fato, evoluíram”, disse Enio ao portal Photos.

19 de maio de 2011

O que se fala na TV


Essa é boa, típica de quem define os atos de sua classe/grupo e exerce o papel de condenar os atos de outras classes/grupos.


Fato I


Hoje foi noticiado num telejornal do Rio um caso de um roubo de jóias na casa de uma mulher rica da cidade do Rio de Janeiro. O texto da matéria definiu o ato como sendo uma doença chamada de “cleptomania”, sugerindo em alguma medida ao leitor uma reflexão sobre o ato cometido por outra mulher também rica.


Fato II


No mesmo telejornal o apresentador ao apresentar outros casos de roubos envolvendo ladrões pobres, sem qualquer sugestão reflexiva lança opiniões sobre os atos de roubos como sendo estes atos “criminosos” e cometidos por “safadeza”.