15 de julho de 2011

“ A Pólvora não é tempero”

Na Baiana, ao adentrar na humilde casa de dona Marlene com meu amigo João Vítor, reparei que a casa dela estava na mesma situação de um mês e meio atrás. Era quatro e meia da tarde, quando suspirei olhando nos olhos daquela senhora: Como pode!
Como pode, sim, pois é de extrema falta de humanidade das autoridades deixarem a casa dela naquele estado. Papel, documento, palavra, lama, água, choro. Dona Marlene não quer que a pólvora se torne o tempero para a mídia dar a visibilidade necessária ao seu caso.

Imagina, você em casa num domingo em família tendo que assistir mais uma vez que o pior aconteceu. Imagina um noticiário desses atrapalhando seu beijo, sua leitura, seu momento de ócio, fazendo você falar: Meu Deus! Sem ao menos acreditar nele, imagina, ter que assistir na Tv sua casa debaixo de você?

Alguma coisa precisa ser feita, antes que a pólvora pegue fogo e a bomba exploda. Antes que essa notícia se torne prato cheio para os grandes canais, antes que essa notícia se torne...

“ É Fantástico”!




Vídeo e texto de Léo Lima

Mais informação sobre o caso no blog 

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