14 de julho de 2011

Sim! Sei! Cidadania é!?



Existe uma espécie de propaganda generalizada de que está em processo um profundo projeto de garantia de cidadania  na cidade do Rio de Janeiro e o público alvo são os favelados.

Pois bem, o conceito de cidadania tem origem na Grécia e de um modo geral e básico este é um status jurídico e político mediante o qual o cidadão adquiria direitos civis, políticos e sociais; e deveres relativos a uma coletividade política.

Consultei alguns textos* a fim de ver isto melhor. De modo resumido na atualidade o conceito de cidadania é constituído por princípios fundamentais do Estado Democrático de Direito e pode ser traduzido como um conjunto de “liberdades”, “obrigações políticas, sociais e econômicas”. Segundo o conceito moderno ser cidadão  implica em exercer seu “direito à vida, à liberdade, ao trabalho, à moradia, à educação, à saúde, à cobrança de ética por parte dos governantes”.

É preciso ser levado em conta que entre o bendito dos conceitos e a realidade existe um abismo, mas que seja, nem conceitualmente alguém na capacidade total de suas faculdades mentais pode afirma que está em processo nesta cidade um projeto que garanta cidadania aos favelados no sentido em que está escrito nos "princípios fundamentais". No máximo o que pode ser afirmado é que está em processo alguns direitos que há muito tempo deviam existir nas favelas na forma como existem em outras áreas da cidade, o que já seria problematico, mas deixemos isto para outro momento.

Digo tudo isto pelo fato de ter visto no dia de hoje numa fotografia o slogan “Cidadania em Alta”, a foto que me refiro foi feita pela fotógrafa _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ na ocasião da inauguração do teleférico do Conjunto de Favelas do Alemão em 07/07/2011.


Textos consultados*

PINSK, Carla Bassanezi. PEDRO, Joana Maria. Igualdade e Especificidade – História da Cidanadia, Editora Contexto.

D´URSO, Luiz Flávio Borges. A Construção da Cidadania, http://www.oabsp.org.br/palavra_presidente/2005/88
 

1 comentários:

Pois é Val.

Parafraseando aquele antropólogo... cidadania na favela e não da favela... o que se considera "cidadania" ainda para maior parte das favelas é corte de cabelo, fotografia e escovação de dentes de graça... o máximo de cidadania que se pode "oferecer" são cursinhos de garçom e cabeleireiro...um beijão.
Guaraciara

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