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15 de junho de 2013

Atos no exterior: Democracia Não Tem Fronteiras

Abaixo segue a lista de eventos que acontecerão em 27 cidades no exterior, conforma noticiou o Estadão em 14/06. Os atos são realizados por brasileiros que moram no exterior em apoio aos protestos que ocorrem em capitais do Brasil por conta do aumento das tarifas de ônibus.

Confira aqui os links para os eventos no site do facebook
PARIS
https://www.facebook.com/events/147318595459350/147355748788968/?notif_t=plan_mall_activity
VALENCIA:
https://www.facebook.com/events/136456916554894/136463359887583/?notif_t=like
MADRID:
https://www.facebook.com/events/625940557418200/
LONDRES:
https://www.facebook.com/events/183382041822867/?ref=3
LISBOA:
https://www.facebook.com/events/131690073703767/?context=create
BERLIM:
https://www.facebook.com/events/165396716966531/
TURIM:
https://www.facebook.com/events/261371487339249/261371490672582/?notif_t=like
COIMBRA:
https://www.facebook.com/events/200661703420881/
DEN HAAG
https://www.facebook.com/events/363696367086327/
PORTO:
http://www.facebook.com/events/645859998777392/
BARCELONA
https://www.facebook.com/events/202433683240284/
DUBLIN*
https://www.facebook.com/events/268625579944061/
(16 de Junho)
MUNIQUE
https://www.facebook.com/events/367062640060027/367157030050588/?notif_t=plan_mall_activity
LA CORUNA
https://www.facebook.com/events/506258462756431/
BRUXELAS
https://www.facebook.com/events/594266403939531/?notif_t=plan_user_invited
BOLOGNA
https://www.facebook.com/events/468817986538368/
FRANKFURT
https://www.facebook.com/events/175117009324268/
HAMBURG
https://www.facebook.com/events/341611152632858/
BOSTON
https://www.facebook.com/events/238595646265111/?context=create
CHICAGO
https://www.facebook.com/events/474892132587144/
NOVA YORK
https://www.facebook.com/events/464704513623013/?ref=3
TORONTO
https://www.facebook.com/events/128677670672718/?notif_t=plan_user_invited
MONTREAL*
https://www.facebook.com/events/185780441587055/
(16 de Junho)
VANCOUVER
https://www.facebook.com/events/186329608197344/
EDMOND
https://www.facebook.com/events/153694814817084/
CIDADE DO MEXICO
https://www.facebook.com/events/163069633872720
BUENOS AIRES
https://www.facebook.com/events/193499234142111/
Fonte: Estadão 

24 de maio de 2013

Incêndio na favela Bandeira 1

Foto: Edmilson de Lima,  favela da Bandeira 1
No último dia 15/05/2013 a Favela Bandeira 1 que fica no bairro de Del Castilho zona norte do Rio foi atingida por um incêndio que queimou a maioria dos barracos deixando assim moradores da localidade desabrigados. 

O blog do coletivo Favela em Foco disponibilizou no dia de hoje contatos para doações para os desabrigados. 

Para doações: Falar com Léo Lima (9247-5067) – Ivana Baiana (9605-0937) Endereços de entregas Na favela Bandeira 1 – rua Domingos Magalhães, 750, Del Castilho/Maria da Graça debaixo do viaduto do shopping Nova América. Tratar com Kelly; Isaac; Cristiane ou Marcos (moradores) Escola de Samba Unidos do Jacarezinho, Av. Suburbana, 2233 na portaria.



Veja galeria de fotos do coletivo Favela em Foco AQUI.

26 de abril de 2013

Obra completa de Paulo Freire grátis para download

Acervo digital disponibiliza toda a obra de Paulo Freire. Estão disponíveis para download gratuito vídeos de aulas, conferências, palestras, entrevistas, artigos e livros do educador

Da Revista Fórum 


O Centro de Referência Paulo Freire, dedicado a preservar e divulgar a memória e o legado do educador, disponibiliza vídeos das aulas, conferências, palestras e entrevistas que ele deu em vida. A proposta tem como objetivo aumentar o acesso de pessoas interessadas na vida, obra e legado de Paulo Freire.
Para os interessados em aprofundar os ensinamentos freirianos, o Centro de Referência também disponibiliza artigos elivros que podem ser baixados gratuitamente.

Educação como liberdade

Internacionalmente respeitado, os livros do educador foram traduzidos em mais de 20 línguas. No Brasil, tornou-se um clássico, obrigatório para qualquer estudante de pedagogia ou pesquisador em educação. Detentor de pelo menos 40 títulos honoris causa (concedidos por universidades a pessoas consideradas notáveis), Freire recebeu prêmios como Educação para a Paz (Nações Unidas, 1986) e Educador dos Continentes (Organização dos Estados Americanos, 1992).
“Defendo a educação desocultadora de verdades. Educando e educadores funcionando como sujeitos para desvendar o mundo”, dizia Freire. A educação como prática da liberdade, defendida por ele, enxerga o educando como sujeito da história, tendo o diálogo e a troca como traço essencial no desenvolvimento da consciência crítica.
Clique aqui para acessar o acervo Paulo Freire



20 de abril de 2013

“Curta no Botequim”: favela do Vidigal

No próximo sábado, dia 20, acontece mais um edição do projeto “Curta no Botequim” na comunidade do Vidigal. O evento, que acontece no Bar do Jesus,  das 17h às 23h, terá exibição de curtas, roda de samba com o grupo ” Samba de Benfica” e exposição de fotografias produzidas pelo FavelaArt&Foto, que fotografa as favelas cariocas.


Divulgação / Catraca Livre

Nesta edição serão exibidos “Mulheres no Funk”, “Casas Marcadas”, “O Que Você Tem na Cabeça?”, “Palhaços na Rua” e “Bip-Bip”. A entrada é gratuita. O bar trabalha apenas com dinheiro.

Serviço

O QUE
Curta no Botequim
QUANDO:
Sáb 20/04 das 17:00 às 23:00
ONDE
Rua Benedito Calixto , 104
Rua Nova, Vidigal - Sul

VER NO MAPA
As informações acima são de responsabilidade do estabelecimento e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.
Conteúdo reproduzido do site Catraca Livre

11 de abril de 2013

Juventude favelada contra a violências





“Eu só quero ser feliz andar tranquilamente na favela que eu nasci..”

“Um vida difavela, vale muito. Um vida difavela quando é perdida, valeu muito. Não é só a dor de uma mãe, a comoção de uma família e, tampouco, o choro de um rosto numa noite triste, onde parte da história que se criou, se foi. Não é só eles ou deles, é nós e nosso, a voz e nossos nome próprio: Favelado!

A tristeza aqui não se cura com a tarja preta, ela é combustível prá gritar no mundo, com língua afiada, ritmizada, giriada e revoltada. A nossa tristeza, é o nosso combustível prá por no mundo a nossa luta e espalha na cidade a nossa cara preta. Manguinhos, Jacaré, Matheus e Aliélson, dois que se foram para nunca mais....sair do nosso peito, nossa memória e história, do nosso gueto. O bonde não pára!” Mc Calazans

Convidamos GERAL pra reunião ABERTA nessa sexta –feira, 12, no Cine Teatro de Manguinhos, a partir das 18hs. Para formular propostas e encaminhamentos para a agenda pactuada contra o extermínio da juventude Negra.

A pauta da reunião será: http://migre.me/e4CoJ

Faça parte você também sugerindo e propondo novas pautas!

Via blog (In)visíveis

29 de março de 2013

Espetáculo "In_trânsito odisseias Urbanas" da CIA Marginal




In_trânsito odisseias Urbanas é o nome do novo espetáculo da CIA Marginal uma companhia de teatro formada no Conjunto de Favelas da Maré com atores e atrizes das favelas da Maré.

Estreia em abril de 2013


Resumo


IN_TRÂNSITO é um espetáculo itinerante sobre trilhos que reúne mito e contemporaneidade num jogo que explora as relações entre artista, espaço público, tecido urbano e subjetividade.
Inspirado na Odisséia de Homero, IN_TRÂNSITO propõe um recorte na jornada dos moradores das grandes cidades: o percurso de trânsito da saída do trabalho até a chegada em casa. O retorno de Ulisses inspira um novo olhar sobre as odisséias cotidianas.
Um percurso interativo através de estações e vagões de trem, da Central do Brasil à Bonsucesso, reunirá espectadores-passageiros-viajantes, provocando um trânsito insuspeito entre mundos apartados e realidades paralelas.


Saiba mais sobre o projeto nos seguintes links



22 de março de 2013

Desocupação violenta da Aldeia Maracanã



Sabe o que é isso?

A cidade da copa e das olimpíadas. Nesta os turistas são bem vindos, mas e os daqui? 

Os daqui são "pacificados" removidos e violentados.



Foto: Fabio Teixeira

Processo de desocupação da Aldeia Maracanã, Rio de Janeiro.

5 de janeiro de 2013

Banda Levante: Clipe O Filho Pródigo Que Pensava Demais



Produção: Crespo Filmes
Direção: Diogo Nascimento e Gê Vasconcelos
Elenco: Banda Levante! e Priscilla Monteiro
Roteiro: Diogo Nascimento, Gê Vasconcelos e Priscilla Monteiro
Direção de Fotografia: Leonardo Harim
Fotografia: AF Rodrigues, Gê Vasconcelos, Leonardo Harim e Paulo Barros
Still: Elisângela Leite
Gaffer: Renan Silva
Montagem: Diogo Nascimento
Finalização: Gê Vasconcelos

19 de dezembro de 2012

Tem Morador resistindo

Foto: Renan Otto - Projeto Documental "Tem morador"

Recentemente Raquel Rolnik publicou em seu blog algumas das fotografias e comentou sobre a documentação fotográfica "Tem Morador", uma documentação sobre as remoções quem vem ocorrendo em favelas do Rio de Janeiro, o trabalho está sendo desenvolvido por fotógrafos formados pela Escola de Fotógrafos Populares, um projeto da Instituição Observatório de Favelas, confira a postagem completa do blog de Raquel Rolnik aqui.

17 de outubro de 2012

Paisagens de favelas da Maré captadas com a câmera de um celular



Mere Araújo é uma jovem moradora da Maré e uma talentosa fotógrafa, aqui seleciono uma sequência  de imagens de paisagens e da vida cotidiana das favelas da Maré captadas por ela com a câmera de seu celular. 

São registros agradáveis e sensíveis, são ruas, meninos soltando pipa, são fios, pássaros solitários, são paisagens e cenas que compõem a vida das favelas da Maré.

Mais sobre o trabalho de Mare Araújo acesse sua página no flickr



Paisagens das favelas da Maré por Mare Araújo

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14 de agosto de 2012

O quadro de remoções de favelas no Rio de Janeiro é crítico


“Acho que não só os moradores que estão passando por isso devem se manifestar,e sim todos os morsdores!Todos teem de se apresentar nessa luta que não é de poucos;e sim de todos!Aqui onde eu moro,no Leme no morro da Babilônia,está acontecendo as mesmas coisas,dizem que moramos em áreas de risco,ou então em área de proteção ambiental,querem nos mandar para triagem,quando que somos nascidos e criados aqui”. Wander G.Viana

O comentário acima foi deixado no blog O Cotidiano, o comentário fala de remoções na favela da Babilônia no Leme.

Como bem sabemos as remoções pipocam em muitas favelas, ha dois dias foi publicado no  No New York Times uma matéria sobre o processo de remoções, o texto fala da favela da Providência. Leia aqui 

Mas também tem remoções na favela Santa Marta, leia aqui

E o caso mais emblemático de todos, Vila Autódromo, uma comunidade inteira corre o risco de remoção.



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Remoções de favelas no Rio: Em nome do futuro, Rio destroi o passado


Em 12.08.2012

O texto aqui postado foi reproduzido do blog Viomundo


OS Jogos Olímpicos de Londres terminaram no domingo, mas no Rio de Janeiro a batalha pelos próximos Jogos acaba de começar; as manifestações contra despejos ilegais de alguns dos moradores mais pobres da cidade estão se espalhando. De fato, as Olimpíadas do Rio parecem dispostas a aumentar a desigualdade em uma cidade já conhecida por essa característica.

Em julho, a UNESCO atribuiu a uma parte substancial da cidade do Rio de Janeiro o status de Patrimônio Mundial da Humanidade. É uma área que inclui algumas de suas favelas e morros em que vivem mais de 1,4 milhão dos seus seis milhões de habitantes. Nenhuma favela pode reivindicar maior importância histórica do que a primeira a surgir no Rio, a do Morro da Providência. No entanto, os projetos de construção olímpica estão ameaçando precisamente o futuro dessa área.

A favela Providência começou a se formar em 1897, quando veteranos da sangrenta Guerra de Canudos, no nordeste do Brasil, receberam a promessa de concessão de terras no Rio de Janeiro, que na época era capital federal. Ao chegarem, descobriram que não havia terras disponíveis. Depois de acamparem em frente ao Ministério da Guerra, os soldados foram removidos para um morro das proximidades, que pertencia a um coronel, mas não receberam os títulos de propriedade da terra.

Originalmente batizada de “Morro da Favela”, nome da planta espinhosa típica das colinas de Canudos, onde  haviam passado inúmeras noites, a Providência cresceu ao longo do começo do século 20, à medida que escravos libertos se juntavam aos antigos combatentes. Grupos de novos migrantes europeus também se estabeleceram por lá; esse era o único modo acessível de viver perto dos empregos no centro da cidade e no porto.

Com vista para o local por onde centenas de milhares de escravos africanos entraram no Brasil pela primeira vez, a Providência é parte de um dos sítios culturais mais importantes da história afro-brasileira, berço da criação primeiros sambas comerciais, onde floresceram tradições afro-brasileiras como a capoeira e o candomblé e onde se fundou o Quilombo Pedra do Sal. Hoje, 60% dos moradores da área continuam sendo afro-brasileiros.

Mais de um século após o surgimento, a favela da Providência ainda carrega a marca cultural e física dos seus primeiros habitantes. Mas agora está ameaçada de destruição em nome das melhorias olímpicas: a ideia é demolir quase um terço da comunidade, uma decisão que inevitavelmente desestabilizará o que restar da favela.
Até meados de 2013, a Providência terá recebido 131 milhões de reais (US $65 milhões) em investimentos do plano de revitalização da zona portuária carioca, capitaneado pelo setor privado, iniciativa que engloba um teleférico, um bonde funicular e ruas mais amplas. As intervenções municipais anteriores, realizadas com o intuito de melhorar a comunidade, sempre reconheceram sua importância histórica, mas os projetos atuais não têm essa preocupação.

Embora a prefeitura alegue que esses investimentos beneficiarão aos moradores da região, um terço da comunidade já foi marcada para remoção e as únicas “reuniões públicas” organizadas visavam apenas informar aos moradores qual seria seu destino. Durante o dia, as iniciais da Secretaria Municipal de Habitação e um número são pintados nas paredes das casas com tinta-spray. Moradores voltam para casa e descobrem que suas casas serão demolidas, mas não recebem nenhuma orientação sobre o que vai acontecer com eles e nem quando será.

Um passeio rápido pela comunidade revela a assustadora situação de insegurança em que os habitantes estão vivendo: no topo da colina, aproximadamente 70% das casas estão marcadas para despejo: uma área que a princípio deverá ser favorecida pelos investimentos que estão sendo realizados em transporte. Mas o teleférico de luxo vai transportar entre mil e três mil pessoas por hora durante os Jogos Olímpicos. Portanto, não serão os moradores os beneficiados, e sim os investidores.

Os habitantes da Providência estão temerosos. Apenas 36% deles possuem documentos comprovando seus direitos de propriedade, em comparação com 70 a 95% na mesma situação em outras favelas. Mais do que em outras comunidades pobres, esses moradores estão muito desinformados sobre os seus direitos e apavorados diante da possibilidade de perderem suas casas. Some-se a isso a abordagem da prefeitura de “dividir para conquistar”, — os residentes são confrontados individualmente para assinar o reassentamento e não se permitem negociações comunitárias — e a resistência é silenciada de modo efetivo.

A pressão exercida pelos grupos de direitos humanos e pela mídia internacional tem ajudado. Mas os despejos brutais continuam e surgem formas de remoção novas, mais sutis. Como parte do plano da prefeitura para a revitalização do porto, as autoridades declaram que os “reassentamentos” são do interesse dos próprios moradores, porque vivem em “áreas de risco” onde pode haver deslizamentos de terra, e porque supostamente é necessário que haja uma “desdensificação” para melhorar a qualidade de vida.

Porém, existem poucas evidências de risco de deslizamentos ou de superlotação perigosa; 98% das casas da Providência são feitas de concreto e tijolos robustos, e 90% delas têm mais de três cômodos. Além disso, um relatório importante produzido por engenheiros locais demonstrou que os fatores de risco anunciados pela prefeitura haviam sido inadequadamente estudados e são imprecisos.

Se o Rio conseguir desfigurar e desmantelar sua favela mais histórica, abrirá o caminho para novas destruições em centenas de outras favelas da cidade.  O impacto econômico, social e psicológico dos despejos é calamitoso: famílias removidas para unidades isoladas perdem o acesso aos significativos benefícios econômicos e sociais da cooperação comunitária, e também perdem a proximidade do trabalho e das redes de contato, sem mencionar os investimentos feitos por várias gerações familiares em suas casas.

O Rio de Janeiro está se tornando um playground para ricos. E a desigualdade gera instabilidade. Seria muito mais eficaz economicamente investir em melhorias urbanas, definidas com a ajuda das comunidades dentro um processo democrático participativo. Em última instância, essa estratégia poderia fortalecer a economia e desenvolver a infraestrutura da cidade; e ao mesmo tempo, reduzir desigualdades e fortalecer a população afro-brasileira, que ainda hoje é marginalizada.

*Theresa Williamson, editora de RioOnWatch.org, fundou a Catalytic Communities (Comunidades Catalisadoras), um grupo que trabalha em defesa das favelas.
Maurício Hora, fotógrafo, dirige o programa Favelarte na favela Providência. Esta reportagem foi traduzida do inglês por Mónica Baña-Alvarez.



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3 de agosto de 2012

UPP, "Favela-modelo" e a favela mesmo



Fotos de protesto realizado por moradores da favela Santa Marta recentemente. 

Vi na Revista Vírus Planetário 




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27 de julho de 2012

Sobre processo de remoção no Santa Marta: moradores do pico se organizam para resistir


Foto: Tandy Firmino via Vírus Planetário

Texto de Itamar Silva  


No dia 25 de julho último, moradores que vivem na parte mais alta da favela de Santa Marta, conhecida por Pico do Morro, se reuniram para ouvir a apresentação do contra-laudo, produzido pelo engenheiro Maurício Campos dos Santos, sobre as condições físicas/geológicas do local onde vivem.


Em luta há mais de dois anos os moradores, em sua maioria, querem permanecer no local onde nasceram e resistiram aos momentos mais duros da favela. O local é uma das vistas mais bonitas do Rio de janeiro e, hoje, um lugar privilegiado dentro da favela de Santa Marta. Depois da instalação do Plano Inclinado que permite aos moradores chegarem em suas casas com compras, bicicletas e móveis, transportados pelo Bondinho. Depois do asfaltamento da rua Seabra Fagundes que permite o acesso à favela pelo lado de Laranjeiras. Depois da instalação da UPP no prédio que seria a Creche do Pico, a vida ali ficou muito mais fácil e por esse motivo os moradores não querem deixar suas casas para se mudarem para um apartamento de 37m² que o Estado quer oferecer neste momento.



O que o Estado está utilizando para retirar aproximadamente 150 moradores daquele lugar é a afirmação de que: vivem em uma área de risco. Por isso necessariamente tem que sair dali. No entanto, os moradores contra-argumentam dizendo que: pelos critérios apresentados pelo técnico da GEORio que esteve na favela no início de julho, “todo Santa Marta é uma área de risco”. Então, se o perigo vem do alto do morro, ameaça a todos que estão abaixo, logo, algo terá que ser feito para evitar possíveis catástrofes. De uma forma ou de outra, o trabalho de contenção naquele local será feito. Os moradores também lembram que nos mais de 80 anos de existência da favela, naquela área nunca houve acidente com mortes, apesar do abandono histórico daquele pedaço do Morro. Os barracos que caíram foram pelas condições precárias: de madeira, de estuque, velhos. Os desabamentos que marcaram tristemente o Santa Marta, ocorridos em 66/67 e em 88 e que causaram várias mortes de moradores, ocorreram na mesma área: lixão. Neste local, foi feito uma boa obra de contenção o que permitiu, inclusive, ao próprio Estado construir um conjunto de prédios. Esse fato prova que não há área de risco no Santa Marta que não possa ser requalificada.



Alguns ainda dirão que é muito caro fazer obras de contenção no Santa Marta, por isso a opção é remover os moradores daquela área da favela. Este argumento carece de muito mais esclarecimentos. Primeiro porque não há um diagnóstico preciso do que deverá ser feito naquela área em termos de contenção. Pois muito já se investiu ali a partir de 88 (construção de canaletas preventivas e alguma contenção) é necessário complementar o trabalho iniciado. Também não fica claro qual o custo deste investimento? De quanto estamos falando? É necessário se ter conhecimento desses números para se comparar com a construção de um conjunto de prédios na lateral do Morro, em área nada fácil de se construir. Como também levar em consideração a opinião dos moradores na decisão de onde investir os recursos.



No momento em que o Santa Marta ganha visibilidade nacional e internacional como lugar onde a intervenção do poder público teve sucesso, assiste-se ao mesmo tempo uma preocupação maior em atender aos turistas do que aos moradores. A informação que circula na favela é que aquela área será transformada em um parque ecológico. Outra versão diz que o Eike, sempre ele, Batista, quer construir um hotel panorâmico no Pico do Santa Marta. Outras versões correm entre os moradores e nenhuma delas beneficia as pessoas que ali moram. O Santa Marta se transformou em um bom lugar para se ganhar dinheiro com “eventos”. No entanto, há que se preservar o morro para os seus moradores. A luta do Pico é uma luta de todos os moradores do Santa Marta. O Santa Marta está entre um pequeno número de favelas do Rio de janeiro que não expandiu seu território nos últimos 20 anos e manteve numericamente sua população. Como prêmio está ameaçado de ver seu território diminuir muito mais. Este pode ser somente um começo. Os moradores precisam resistir.







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25 de julho de 2012

E a classe C hein?



Por Leandro Machado


Texto reproduzido do Blog Mural / Folha de S.Paulo


Eu me considerava um rapaz plenamente feliz até descobrir que não sou mais pobre e agora faço parte da Classe C.

Com a informação, agora sei que há empresas, publicações, planos de marketing e institutos de pesquisa exclusivamente dedicados a investigar as minhas preferências: se gosto de azul ou de vermelho, de batata ou tomate e se meus filmes favoritos são do Van Damme ou do Steven Seagal (e dublados, por favor!).

A televisão também estudou minha nova classe e, por isso, mudou seus planos: além do aumento dos programas que relatam crimes bizarros (eu supostamente gosto disso), as telenovelas agora têm empregadas domésticas como protagonistas, cabeleireiras como musas e até mesmo personagens ricos que moram em bairros mais ou menos como o meu.

A diferença é que nesses bairros, os da novela, não há ônibus que demoram duas horas para passar nem buracos na rua.

As empresas, coitadas, viram a luz em cima de minha cabeça e decidiram que minha classe é seu novo alvo de consumo. Antes, quando  eu era pobre, de certo modo não existia para elas. Quer dizer, talvez existisse, mas não tinha nome nem capital razoável.

De modo que agora elas querem me vender carros, geladeiras de inox, engenhocas eletrônicas, planos de saúde e TV por assinatura.

Não que eu não esteja feliz com meu novo status de consumidor. (Agora mesmo escrevo em um notebook, minha TV tem 100 canais de esporte e minha mãe prepara a comida num fogão novo; se isso não for felicidade, do que se trata, então?).

O problema é que me esforço, juro, mas o ceticismo ainda me dói: demoro 2h30 para chegar ao trabalho porque o trem quebra todos os dias, meu plano de saúde não cobre minha doença no intestino e morro de medo das enchentes do bairro.

Ou seja, ao mesmo tempo em que todos querem me atingir por meu razoável poder de consumo, passo por perrengues do século passado. Eu e mais de 30 milhões de pessoas que não são mais pobres, mas da Classe C.

Daqui a pouco vão me chamar de comunista. Logo eu, que só li Marx na versão resumida em quadrinhos. Fazer o quê, se o que eu gosto mesmo é auto-ajuda?

Leandro Machado, 23, é correspondente de Ferraz de Vasconcelos.
@machadoleandro
leandro.machado@grupofolha.com.br



Ps I


Outro dia conheci o cara que ajudou a organizar o blog Mural e ao navegar pelas páginas do blog encontrei o texto acima "A Classe C e eu" texto escrito por Leandro Machado e postado na Folha e mais outros sites com o nome "De repente, classe C". Foi curioso pois naquele mesmo dia tinha lido outros texto e tinha visto vídeos sobre o assunto. De qualquer forma o texto do Leandro Machado expressa um pouco do que eu estava pensando naquele dia a respeito do cortejo que as empresas tem feito a tal classe "C".


Ps II
Neste link vc acessa o blgo Mural



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19 de julho de 2012

Metrô no mundo e no Rio de Janeiro


Está imagem com a rede do Metrô de 4 cidades do mundo correu pelas redes sociais no dia de hoje. Se comparada com as linhas da demais cidades do mundo chega ser vergonho a linha da cidade do Rio de Janeiro.

Talvez isto explique o vechame que usar as linhas do metrô do Rio no horario de grande movimentos (manhã e a tarde).

13 de julho de 2012

O 7º argumento para a remoção de Vila Autódromo é uma curva



Até o momento são 7 argumentos para justificar a remoção de Vila Autódromo. O curioso é que conforme vai ocorrendo a resistência, é que os argumentos vão surgindo. O sétimo é uma curva e aparentemente não faz o menor sentido.


VEJA aqui o vídeo da Prefeitura do Rio com comentários de engenheiro explicando o trajeto e da Transolímpica.

Clique aqui para conhecer os argumentos

ASSINE O MANIFESTO contra a remoção da Vila Autódromo:


10 de julho de 2012

Muro no entorno da Maré: uma ficção que virou realidade

Imagem que tá rolando na rede social Facebook


Em 2010 e 2011 fiz vários posts aqui no blog a respeito do projeto do muro na Linha Vermelha, o projeto argumentava que tinha como propósito amenizar o barulho da via.

O fato é que o muro movimentou a Maré, se fez protesto, se fez vídeo, se fez pesquisa, e o muro foi erguido e hoje é uma realidade na Linha Vermelha e Avenida Bento Ribeiro Dantas, vias que circundam o Conjunto de favelas da Maré.

A imagem 1 é uma cena do filme de ficção "Brazil" de 1985 e a imagem 2 é uma fotografia do muro da Linha Vermelha na altura do Caju no ano de 2010, naquele momento o muro estava em fase de construção. 

A imagem do muro no filme se encontra exatamente em (1:33:28), nesta versão do filme que encontrei na internet e colo aqui tem 2:22:45. 

____________________
O Filme - Brazil - 1985

Sinopse: Em um futuro caótico e perturbador, uma cidade inteira é monitorada através de computadores e leis burocráticas ao extremo. É nesse infeliz mundo que Sam Lowry se apaixona por Jill, uma terrorista local.

Veja o filme aqui

____________________

Ps

Esta é uma daquelas coisa que faz agente pensar na frase "qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência"?

3 de junho de 2012

Mostra livre de fotografia (15 de junho)


Saiba mais aqui

A seca nordestina e os Campos de Concentrações do Estado do Ceará


Foto retirada do Blog de Valdecy Alves - Caminhada da Seca Anual em Senador Pompeu - Em memória das vítimas do Campo de Concentração da Seca de 32 O mais terrível da história das Américas - todo segundo
 domingo de novembro de cada ano.


Hoje navegando na minha lista de leitura de blogs cheguei neste bizarro episódio da história brasileira, os campos de concentrações do Estado do Ceará. Cheguei no assunto através do blog do Valdecy Alves, um advogado, ativista e blogueiro cearense. Muito se fala dos repugnantes campos de concentrações da Alemanhã Nazista, mas mesmo antes destes aqui em terras brasileira os governos da época experimentaram experiências semelhantes: segundo dados de uma matéria publicada na Revista do Brasil, edição 57, março de 2011, os três maiores campos, Cariús 28 mil pessoas, Senador Pompeu e crato chegou a receber 16 mil pessoas cada um. 

Ainda segundo a matéria da Revista Brasil, naquelas primeiras décadas do século XX chegou a ser construídos 7 campos nas proximidades de cidades do Ceará.

“Em Fortaleza havia dois, para confinar retirantes que lá já estavam. Ambos chegaram a ter 1.800 presos. Os de Crato e de Senador Pompeu receberam mais de 16 mil cada um; Quixeramobim, 4.500; Cariús, 28 mil; e Ipu, cerca de 6.500. “Os sertanejos eram atraídos por promessas de trabalho, alojamento, alimentação e serviço de saúde”, afirma Kênia Rios. Mas a multidão era concentrada em espaços precários. Tinha a cabeça raspada, usava roupas feitas com sacos de farinha e trabalhava praticamente em troca de comida”. 

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