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16 de outubro de 2012

Informação de baixa qualidade sobre as favelas é uma prática comum


Ontem assisti uma coisa asquerosa: uma reportagem, reportagem não pq um jornalista sério não teria coragem de chamar aquilo de matéria jornalística, se tratava de um vídeo de mais de 30 minutos da incursão de um apresentador da Record que foi ao Jacarezinho e Manguinhos.

No vídeo o apresentador ia narrando todo o pavor de esta ali naquelas favelas, porem o texto não condizia com o que o leitor ia vendo no vídeo. Coisas absurdas, qualquer furo nas paredes logo o repórter determinava “olha os buracos de tiro”. Ou então qualquer muro logo o repórter determinava “aqui era onde se apoiava os fuzis para a troca de tiro”. Qualquer moto na rua logo parecia uma moto roubada.

Informações ruins como esta é o que milhões de brasileiros recebem diariamente sobre as favelas, isto não ocorre só em tempos de ocupação, ocorrem diariamente.

Eita imprensa difícil!

3 de outubro de 2012

Favelas cariocas no mapa

Maré no Google mapas

As favelas habitam o cenário da cidade do Rio de Janeiro desde os primeiros anos do seculo XX, ou seja, são mais de cem anos de existência dos territórios favelados na capital, mas daí entrar no mapa ou ser considerado parte da cidade é outra história.

Só nas décadas de 30/40, após o Código de Obras da cidade de 1937 que o poder público passa a admitir a existência das favelas.

No ano de 2011, segundo noticiado em vários sites e blogs, a prefeitura do Rio de Janeiro ganhou na Justiça o direito de obrigar o Google a retirar / diminuir os espaços destinados as favelas do Rio de Janeiro nos mapas que o site disponibiliza na internet. Ainda segundo as notícias este era um pedido que a Prefeitura vinha fazendo desde 2009, e a reclamação era pelo fato das favelas terem muito mais espaços nos mapas do Google do que alguns bairros e pontos turísticos da cidade.

No último dia (28) a Instituição Redes da Maré, lançou uma publicação onde mapeia as ruas das favelas da Maré, a publicação se chama "Guia de Ruas da Maré". "O objetivo do trabalho é de produzir conhecimento sobre essas áreas, de modo a enfrentar o conjunto de representações distorcidas sobre como vive a população dos territórios constituintes da Maré".  

Outra iniciativa semelhante é o "Tá no Mapa", uma publicação realizada pelo Grupo Eco sobre a favela Santa Marta. Sobre este trabalho leia mais aqui.

14 de agosto de 2012

O quadro de remoções de favelas no Rio de Janeiro é crítico


“Acho que não só os moradores que estão passando por isso devem se manifestar,e sim todos os morsdores!Todos teem de se apresentar nessa luta que não é de poucos;e sim de todos!Aqui onde eu moro,no Leme no morro da Babilônia,está acontecendo as mesmas coisas,dizem que moramos em áreas de risco,ou então em área de proteção ambiental,querem nos mandar para triagem,quando que somos nascidos e criados aqui”. Wander G.Viana

O comentário acima foi deixado no blog O Cotidiano, o comentário fala de remoções na favela da Babilônia no Leme.

Como bem sabemos as remoções pipocam em muitas favelas, ha dois dias foi publicado no  No New York Times uma matéria sobre o processo de remoções, o texto fala da favela da Providência. Leia aqui 

Mas também tem remoções na favela Santa Marta, leia aqui

E o caso mais emblemático de todos, Vila Autódromo, uma comunidade inteira corre o risco de remoção.



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Remoções de favelas no Rio: Em nome do futuro, Rio destroi o passado


Em 12.08.2012

O texto aqui postado foi reproduzido do blog Viomundo


OS Jogos Olímpicos de Londres terminaram no domingo, mas no Rio de Janeiro a batalha pelos próximos Jogos acaba de começar; as manifestações contra despejos ilegais de alguns dos moradores mais pobres da cidade estão se espalhando. De fato, as Olimpíadas do Rio parecem dispostas a aumentar a desigualdade em uma cidade já conhecida por essa característica.

Em julho, a UNESCO atribuiu a uma parte substancial da cidade do Rio de Janeiro o status de Patrimônio Mundial da Humanidade. É uma área que inclui algumas de suas favelas e morros em que vivem mais de 1,4 milhão dos seus seis milhões de habitantes. Nenhuma favela pode reivindicar maior importância histórica do que a primeira a surgir no Rio, a do Morro da Providência. No entanto, os projetos de construção olímpica estão ameaçando precisamente o futuro dessa área.

A favela Providência começou a se formar em 1897, quando veteranos da sangrenta Guerra de Canudos, no nordeste do Brasil, receberam a promessa de concessão de terras no Rio de Janeiro, que na época era capital federal. Ao chegarem, descobriram que não havia terras disponíveis. Depois de acamparem em frente ao Ministério da Guerra, os soldados foram removidos para um morro das proximidades, que pertencia a um coronel, mas não receberam os títulos de propriedade da terra.

Originalmente batizada de “Morro da Favela”, nome da planta espinhosa típica das colinas de Canudos, onde  haviam passado inúmeras noites, a Providência cresceu ao longo do começo do século 20, à medida que escravos libertos se juntavam aos antigos combatentes. Grupos de novos migrantes europeus também se estabeleceram por lá; esse era o único modo acessível de viver perto dos empregos no centro da cidade e no porto.

Com vista para o local por onde centenas de milhares de escravos africanos entraram no Brasil pela primeira vez, a Providência é parte de um dos sítios culturais mais importantes da história afro-brasileira, berço da criação primeiros sambas comerciais, onde floresceram tradições afro-brasileiras como a capoeira e o candomblé e onde se fundou o Quilombo Pedra do Sal. Hoje, 60% dos moradores da área continuam sendo afro-brasileiros.

Mais de um século após o surgimento, a favela da Providência ainda carrega a marca cultural e física dos seus primeiros habitantes. Mas agora está ameaçada de destruição em nome das melhorias olímpicas: a ideia é demolir quase um terço da comunidade, uma decisão que inevitavelmente desestabilizará o que restar da favela.
Até meados de 2013, a Providência terá recebido 131 milhões de reais (US $65 milhões) em investimentos do plano de revitalização da zona portuária carioca, capitaneado pelo setor privado, iniciativa que engloba um teleférico, um bonde funicular e ruas mais amplas. As intervenções municipais anteriores, realizadas com o intuito de melhorar a comunidade, sempre reconheceram sua importância histórica, mas os projetos atuais não têm essa preocupação.

Embora a prefeitura alegue que esses investimentos beneficiarão aos moradores da região, um terço da comunidade já foi marcada para remoção e as únicas “reuniões públicas” organizadas visavam apenas informar aos moradores qual seria seu destino. Durante o dia, as iniciais da Secretaria Municipal de Habitação e um número são pintados nas paredes das casas com tinta-spray. Moradores voltam para casa e descobrem que suas casas serão demolidas, mas não recebem nenhuma orientação sobre o que vai acontecer com eles e nem quando será.

Um passeio rápido pela comunidade revela a assustadora situação de insegurança em que os habitantes estão vivendo: no topo da colina, aproximadamente 70% das casas estão marcadas para despejo: uma área que a princípio deverá ser favorecida pelos investimentos que estão sendo realizados em transporte. Mas o teleférico de luxo vai transportar entre mil e três mil pessoas por hora durante os Jogos Olímpicos. Portanto, não serão os moradores os beneficiados, e sim os investidores.

Os habitantes da Providência estão temerosos. Apenas 36% deles possuem documentos comprovando seus direitos de propriedade, em comparação com 70 a 95% na mesma situação em outras favelas. Mais do que em outras comunidades pobres, esses moradores estão muito desinformados sobre os seus direitos e apavorados diante da possibilidade de perderem suas casas. Some-se a isso a abordagem da prefeitura de “dividir para conquistar”, — os residentes são confrontados individualmente para assinar o reassentamento e não se permitem negociações comunitárias — e a resistência é silenciada de modo efetivo.

A pressão exercida pelos grupos de direitos humanos e pela mídia internacional tem ajudado. Mas os despejos brutais continuam e surgem formas de remoção novas, mais sutis. Como parte do plano da prefeitura para a revitalização do porto, as autoridades declaram que os “reassentamentos” são do interesse dos próprios moradores, porque vivem em “áreas de risco” onde pode haver deslizamentos de terra, e porque supostamente é necessário que haja uma “desdensificação” para melhorar a qualidade de vida.

Porém, existem poucas evidências de risco de deslizamentos ou de superlotação perigosa; 98% das casas da Providência são feitas de concreto e tijolos robustos, e 90% delas têm mais de três cômodos. Além disso, um relatório importante produzido por engenheiros locais demonstrou que os fatores de risco anunciados pela prefeitura haviam sido inadequadamente estudados e são imprecisos.

Se o Rio conseguir desfigurar e desmantelar sua favela mais histórica, abrirá o caminho para novas destruições em centenas de outras favelas da cidade.  O impacto econômico, social e psicológico dos despejos é calamitoso: famílias removidas para unidades isoladas perdem o acesso aos significativos benefícios econômicos e sociais da cooperação comunitária, e também perdem a proximidade do trabalho e das redes de contato, sem mencionar os investimentos feitos por várias gerações familiares em suas casas.

O Rio de Janeiro está se tornando um playground para ricos. E a desigualdade gera instabilidade. Seria muito mais eficaz economicamente investir em melhorias urbanas, definidas com a ajuda das comunidades dentro um processo democrático participativo. Em última instância, essa estratégia poderia fortalecer a economia e desenvolver a infraestrutura da cidade; e ao mesmo tempo, reduzir desigualdades e fortalecer a população afro-brasileira, que ainda hoje é marginalizada.

*Theresa Williamson, editora de RioOnWatch.org, fundou a Catalytic Communities (Comunidades Catalisadoras), um grupo que trabalha em defesa das favelas.
Maurício Hora, fotógrafo, dirige o programa Favelarte na favela Providência. Esta reportagem foi traduzida do inglês por Mónica Baña-Alvarez.



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4 de abril de 2012

Favela do Santa Marta "Tá no Mapa"

Mapa da favele Santa Marta realizados por moradores e participantes do projeto Cidade, mudanças climaticas  e ação jovem.

No último sábado estive no Santa Marta, fui la assistir a apresentação de uma ideia chamada “Ta no Mapa”. Em resumo “Ta no Mapa” se trata de um projeto do Grupo ECO que resumidamente fez o seguinte: reuniu um grupo de 20 jovens moradores do Santa Marta onde sicutiram e refletiram sobre questões local e depois realizaram um mapa do local indicando os conflitos e os problemas existentes na favela. 

Junto ao mapa elaborado existem apontamentos a respeito dos problemas local, deste destaco aqui dois:



1 - Invasão desordenada dos turistas C/obstrução das vias de entrada (carros)


Casua: Santa Marta na Mídia e Pacificação (grande visibilidade).
Quem provoca: Guias, Turistas, Jeep Tour, promotores dos grandes eventos.
Quem sofre: Comunidade
Sugestão de solucão: Melhor orientação, orientando turistas do que podem ou não fazer; legislação em relação às visitas dos turistas (criação de regras); ter sempre guias da comunidade (moradores).

2- Falta de preparação dos Policiais

Causa: Falta de planejamento, olhar preconceituoso em relação à favela
Quem provoca: Governo do estado
Quem sofre: Moradores e jovens em especial
Sugestão de soluão: Melhor preparação dos policiais estabelecer comunicação direta com a instituições locais, criar mecanismos de publico de dialogo e fiscalização. 


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Vídeo


Fonte: Grupo ECO

30 de março de 2012

Prefeitura do Rio pediu na justiça que Google retire do ar mapas de favelas cariocas

Imagem reproduzida do site R7


Motivo: segundo informações do Portal R7 o site Google incluiu cerca de 600 favelas em seus mapas, mas não incluiu alguns bairros e nem alguns pontos turísticos da cidade. A notícia frisa que as favelas cariocas tem mais destaque do alguns bairros de classe media.

Mapas com imagens de favelas do
Rio serão retirados do Google



Nos últimos anos as favelas foram muradas sobre os mais estranhos argumentos, moradores de algumas favelas foram removidos e agora só faltava essa, as favelas serem também apagadas dos mapas do Google. 

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28 de março de 2012

Favela não é um safári!



Não conheço esta agência que assina esta peça, mas me parece ser a mensagem uma síntese do que pensa muita gente na cidade. Não tem coisa mais medonha do que um tipo de turismo que passou a se praticar nas favelas cariocas, a coisa beira ao absurdo!

A favela tem que ser entendida como um espaço legitimo da cidade, só assim talvez o poder publico levante o bunda adiposa dos bancos acolchoados e faça a sua parte. Talvez assim a imprensa se interesse por outras abordagens das favelas.

E talvez assim todos realmente nos sintamos cidadãos com nossos deveres, mas com a certeza de que temos nossos direitos respeitados. E um desses direitos é o de não ser importunado por turistas que se interessam por este tipo de turismo. 

25 de março de 2012

Como se chamam as Favelas na Argentina?

Favela é um termo genérico atribuído as áreas de moradias populares da Cidade do Rio de Janeiro. Os termos que definem estes espaços são diversos, no Rio os espaços favelados recebem outras definições, exemplo: “Complexo” “Comunidade” “Conjunto de Favelas” e mais recentemente alguns dos espaços recebem a categoria de Bairro.

Em outras cidades do Brasil os termos também são diversos. Por  exemplo: em São Paulo é comum também chamar os espaços favelados de “Periferia”, em Belo Horizonte este espaços recebem a categoria de “aglomerados”. O aglomerado de Belo Horizonte equivaleria ao “complexo” no Rio de Janeiro?

Se as categorias são imprecisas e diversas no Brasil, fora daqui também devem ser. Outro dia li numa matéria de um jornal aqui do Rio uma notícia ocorrida em uma “Villa Miséria” da capital da Argentina, Buenos Aires. Villa Miséria é como se chama na Argentina os espaços equivalentes aos espaços favelados da cidade do Rio de Janeiro.

Pensando nisto vou posta aqui no Blog O Cotidiano numa Tag chamada de Notas sobre Favela, breves notas a respeitos dos termos referentes as favelas em outras cidades do Brasil e em cidades de outros países.