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17 de junho de 2013

Remoções em Favelas do Rio de Janeiro

Marcelo morador da favela Pavão-Pavãozinho na
manifestação "Marcha por uma Copa do Povo" 
 (30 de julho 2012) no Rio de Janeiro.

 Foto: Francisco Valdean
O que posto neste blog é fruto de vivência e de andanças pela cidade e da partilha de experiências aqui e ali, são impressões destas andanças, são impressões desta cidade que para muitos é maravilhosa, mas que também não é nenhuma maravilha para muita gente que aqui vive. A maioria dos assuntos abordados neste espaço são referentes as favelas cariocas e no momento as remoções é um assunto latente que tem tirado o sono de muitos moradores de favelas.

O poder público não assume as remoções como uma política, por outro lado a imprensa carioca não tem interesse reflexivo pelo assunto, para os grandes veículos da impressa (impressa, televisiva ou internet) é como se tudo estivesse em perfeita harmonia e as favelas vivessem em eterno estado de felicidade por conta do projeto de "Pacificação" em andamento em algumas favelas. Mas os moradores e alguns atores sociais com frequência denunciam as muitas remoções que ocorrem em varias favelas da cidade.

Na impressa internacional o assunto já foi abordado em um artigo intitulado (Em nome do futuro, Rio está destruindo o passado), publicado no jornal The New York Times. Dois interessantes vídeos no You Tube (Casas Marcadas e Entre sem Bater) também abordam o assunto.

As remoções ocorrem por conta das transformações e reestruturações que a cidade vive para receber os eventos esportivos, Copa (2014)  e Olimpíadas (2016). Existem processos de remoções em vários pontos da cidade, destaco aqui algumas localidades: favela Santa Marta, Morro da Providência, Manguinhos e Vila Autódromo.

Para a realização deste post escrevi para algumas pessoas que moram em favelas ou que se dedicam profissionalmente sobre questões relativas as favelas cariocas. Fiz a estes a seguinte pergunta:  

O Cotidiano: Na atualidade na cidade do Rio de Janeiro temos um quadro dramático       em relação às remoções de moradores de favelas. Temos notícias de remoções em varias regiões da cidade: Providência, Vila Autódromo, Pavão-Pavãozinho, Manguinhos e Santa Marta. O que você acha a respeito deste assunto?

Esta publicação tem um caráter opinativo, a começar pela pergunta. Para ilustrar as opiniões uso imagens do ensaio fotográfico "Tem Morador", um ensaio realizado por fotógrafos da Escola de Fotógrafos Populares /Imagens do Povo. "Tem Morador" é um projeto coletivo de documentação, que tem como objetivo registrar as lutas de resistência e o cotidiano das comunidades ameaçadas de remoção.

Por Francisco Valdean

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As pessoas precisariam ser informadas se gostariam de sair do lugar ou não

Texto: Léo Lima
Foto: Renan Otto




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Texto: Gizele Martins
Foto: Luiz Baltar





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Texto: Luiz Baltar
Foto: Luiz Baltar






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A Cidade das Remoções

Texto: Wagner Maia
Foto: Luiz Baltar

As pessoas precisam ser informadas se gostariam de sair do lugar ou não

Foto: Renan Otto - Ensaio fotográfico "Tem Morador", realizado no Morro da Providência. O ensaio fotógrafo foi realizado por fotógrafos formados na Escola de Fotógrafos Populares.  "Tem Morador" é um projeto coletivo de documentação, que tem como objetivo registrar as lutas de resistência e o cotidiano das comunidades ameaçadas de remoção.
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Opinião



O Cotidiano: Na atualidade na cidade do Rio de Janeiro temos um quadro dramático       em relação às remoções de moradores de favelas. Temos notícias de remoções em varias regiões da cidade: Providência, Vila Autódromo, Pavão-Pavãozinho, Manguinhos e Santa Marta. O que você acha a respeito deste assunto?


Léo Lima*



Muito complicada esta situação, não pela remoção de casas em si, mas pela falta de respeito e de diálogo entre as partes, no caso o governo e as pessoas. Em nenhuma dessas localidades, ditas, informais pelo poder público, elas são informadas sobre o projeto, se são, só ficam sabendo quando a bomba explode! Não existe um projeto onde pense o desenvolvimento dos cidadãos, só do que o estado entende por cidade desenvolvida, pautada no capital financeiro visando interesses singulares somente a seus empresários e empreiteiras, como já bem disseram muitos especialistas da questão, como Raquel Rolnick e Marcelo Freixo.

Todos sabem que o país vive um problema histórico de moradia. As pessoas estão sem casas para morar, mesmo sendo um direito humano. E ainda sim, são expulsas de seus lares, haja vista, as ocupações urbanas na cidade do Rio de Janeiro, com a “Flor do Asfalto e Quilombo das Guerreiras”, localizadas na zona portuária da cidade.

Se as pessoas se estabeleceram nas favelas ou prédios abandonados, mesmo sendo locais informais, é porque ter uma casa acabou se tornando um privilégio, ao invés de um direito. Por esse óbvio motivo é que essa não pode ser a justificativa para a remoção desses espaços, ainda mais porque o governo historicamente vende uma ideia de desenvolvimento territorial que não existe, se esse mesmo desenvolvimento não valoriza sua cultura local, arte e política comunitária e o bem estar social de seus moradores.

Em minha opinião, as pessoas precisariam ser informadas se gostariam de sair do lugar ou não, antes de qualquer ação ou projeto pronto. Sua casa deveria ser quitada, de maneira legal, ou antes, dela se mudar, a casa nova já deveria estar pronta e não muito longe do lugar onde se estabeleceu, mas principalmente que sua cultura local fosse valorizada e não encurralada para que diante das mudanças, a pessoa não se sentisse pertencente do espaço popular e ter que sair, seja pela especulação imobiliária, pela desvalorização dos indivíduos ou as demais arbitrariedades do atual governo, que insiste em trazer a tona fragmentos da “falecida” ditadura militar.


* Léo Lima é fotógrafo da Agência fotográfica Imagens do Povo e registra as remoções em varias favelas do Rio de Janeiro.

Pereira Passos que nada, o príncipe das remoções é Eduardo Paes

Foto: Luiz Baltar - Ensaio fotográfico "Tem Morador", realizado no Morro da Providência. O ensaio fotógrafo foi realizado por fotógrafos formados na Escola de Fotógrafos Populares.  "Tem Morador" é um projeto coletivo de documentação, que tem como objetivo registrar as lutas de resistência e o cotidiano das comunidades ameaçadas de remoção.
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Opinião


O Cotidiano: Na atualidade na cidade do Rio de Janeiro temos um quadro dramático       em relação às remoções de moradores de favelas. Temos notícias de remoções em varias regiões da cidade: Providência, Vila Autódromo, Pavão-Pavãozinho, Manguinhos e Santa Marta. O que você acha a respeito deste assunto?


Luiz Baltar* 

O Rio de Janeiro já é hoje uma das metrópoles mais caras do mundo para se viver. A especulação imobiliária e os projetos turísticos de "revitalização" criam uma segregação social, ainda mais perversa que a executada por Pereira Passos. 

Com a proximidade dos mega eventos, o processo em curso de remoções e privatização da cidade deve ser acelerado para cumprir prazos e acordos. Por trás do discurso de modernização, que agrada parcelas da sociedade, existe um grande esquema que se utiliza do Estado para favorecer grupos econômicos e capitalizar os espaços públicos. É um modelo excludente, segregador e como estamos vendo com os últimos acontecimentos nos territórios com UPP, criminoso também, pois o Estado utiliza de seus aparelhos de repressão para calar os protestos e negar o direito à moradia.

*Luiz Baltar é Designer e fotógrafo da Agência Fotográfica Imagens do Povo



As remoções de favelas no Rio são em áreas de risco ou em áreas próximas de ricos?

Foto: Luiz Baltar - Ensaio fotográfico "Tem Morador", realizado no Morro da Providência. O ensaio fotógrafo foi realizado por fotógrafos formados na Escola de Fotógrafos Populares.  "Tem Morador" é um projeto coletivo de documentação, que tem como objetivo registrar as lutas de resistência e o cotidiano das comunidades ameaçadas de remoção.
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Opinião


O Cotidiano: Na atualidade na cidade do Rio de Janeiro temos um quadro dramático       em relação às remoções de moradores de favelas. Temos notícias de remoções em varias regiões da cidade: Providência, Vila Autódromo, Pavão-Pavãozinho, Manguinhos e Santa Marta. O que você acha a respeito deste assunto?


Gizele Martins*

São mais de 100 favelas na lista das remoções em todo o Rio de Janeiro. Esta tal lista saiu na mesma semana em que o Rio foi escolhido como sede dos Megaeventos para 2014 e 2016. A lista foi feita e divulgada pela Secretaria Municipal de Habitação do Rio. O objetivo era que elas fossem todas removidas até o final de 2012. Muitas delas já até passaram pelo triste e brutal processo de remoção, famílias e mais famílias perderam suas casas, muitas delas foram removidas para bairros bem longe de onde moravam, outros estão espelhados morando em casas de familiares.


A maioria destas favelas que entraram na lista das remoções, foram parar na lista com a desculpa de que elas estariam em áreas de risco de deslizamento ou inundação, de proteção ambiental ou destinados a logradouros públicos. Numa entrevista que fiz em maio de 2010 com Guilherme Marques do IPPUR/UFRJ e que estuda os problemas habitacionais da cidade, este conceito de que as favelas crescem em locais de risco sempre existiu e é apenas uma desculpa para afastar os pobres das áreas de ricos.


"Existe um conceito de “área de risco” que as pessoas reproduzem, mas que não aprofundam. O risco que os trabalhadores correm não é o risco apenas do local onde eles moram. Os trabalhadores correm riscos todos os dias. E se há risco, é preciso diminuí-lo e não remover os trabalhadores. O Rio de Janeiro todo vive nessa situação de risco. Na estrada que leva ao Cristo Redentor teve 26 deslizamentos em 2010. Ninguém falou em remover o Cristo e as casas em volta dele. A Praça da Bandeira alaga há anos e ninguém vai remover o comércio de lá. Pelo contrário, vai ter melhorias no local".


Ou seja, quando se fala em remoção, você não está falando em riscos, e sim em ricos. O problema são os ricos que moram perto dessas áreas que pretendem ter algum tipo de valorização sobre o local. O objetivo é afastar os pobres de perto deles, e essa é a política do governo também. Isto é confirmado quando a gente analisa a lista e percebe que muitas das favelas que entraram nela estão em locais de grande interesse imobiliários, assim como a favela da Vila Autódromo, localizada na Zona Oeste do Rio.


De acordo com a Prefeitura mais 3.630 imóveis na região de Jacarepaguá, Madureira, Vicente de Carvalho e Brás de Pina vão sair dali para dar lugar a construção da Transcarioca, via exclusiva que ligará a Barra da Tijuca à Penha. Há ainda a Transolímpica e a Transoeste, outras vias expressas que preparam a cidade para a Copa e para as Olimpíadas.


Mas não é só este tipo de remoção que está ocorrendo em toda a cidade do Rio. Nas favelas que hoje estão dominadas pela Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), por exemplo, existe uma remoção disfarçadas, uma remoção que nunca será reconhecida oficialmente pelo Estado. Quando chega a UPP nestas favelas, a ideia de cidadania também chega, como se nós moradores de favelas não fossemos mesmo considerados cidadãos. Mas o que o Estado chama de cidadania é apenas a legalização da luz, dos impostos, colocando bancos, investindo mais em Ongs, além de uma absurda valorização do comércio não local.


Com isto, há o encarecimento do local, do terreno, da comida, da luz, já que os moradores mesmo sem o direito à habitação de qualidade são obrigados a pagarem mais impostos, a pagarem uma conta de luz altíssima, por exemplo. E estes moradores que na maioria das vezes não ganham nem um salário mínimo por mês, por falta de emprego, de educação pública de qualidade e diversos outros direitos básicos, são obrigados a encarecerem também o comércio local, não conseguem mais pagar o aluguel ou manter a casa, com isto, acabam tendo que sair do seu antigo lugar de moradia e procurar outras favelas e bairros mais distantes da região Central e da Zona Sul do Rio para morar.


Ou seja, é um tipo de remoção não declarada vindo de um falso discurso de segurança pública. Estas duas formas de remoção que ocorrem hoje na Cidade Maravilhosa, não é por acaso, no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro existe uma marca forte no que diz respeito à falta de moradia. O Rio sempre foi marcado por grandes remoções forçadas, por ocupações e favelas que pegam fogo sem nenhuma explicação. Desta vez, os moradores destas mais de 100 favelas que estão na lista das remoções e algumas que já sofreram este brutal processo, já sabem que estes tais "acontecimentos" não são por acaso, e existem interesses do Estado e das grandes empresas em suas áreas de moradia.


Com todo esse  novo histórico de remoções que estão ocorrendo há um pouco mais de três anos no Rio, um movimento contra a remoção forçada feito por moradores e defensores de direitos humanos foi reacendido. Além disso, moradores das áreas com UPP também entraram nesta luta contra estas mais variadas formas de remoções. Para terminar, Guilherme Marques afirma que é preciso respeitar as relações pessoais e familiares que existem nestas favelas, já que o laço de confiança entre vizinhos, sem contar na questão cultural é e sempre foi muito grande.


"Se a remoção é forçada, significa que não é para melhoria da população. O governo deve dar como alternativa outros lugares melhores para se morar, condições melhores para se viver, e aí sim as pessoas podem escolher se mudar. Se a remoção é forçada, é porque está errada, e aí se deve combatê-la. Nos lugares em que os laudos comprovaram que há risco, o primeiro passo não é a remoção, e sim fazer contenção, saneamento, drenagem, limpeza do lixo. Não se pode propor que as pessoas se mudem para longe de onde elas vivem. Os mais pobres não têm condições de pagar babás para cuidar de suas crianças, creches e passagens de ônibus etc. Estes moradores dependem de uma rede de amigos e de familiares que ele construiu ao longo da vida naquele local para sobreviver. Eles devem ser remanejados para locais próximos de onde moravam", conclui Guilherme. O que significa que não existem desculpas a não ser os interesses imobiliários e comerciais, ou para dar lugar às obras dos Megaeventos.

*Gizele Martins é jornalista e coordenadora do Jornal o Cidadão.




11 de junho de 2013

Transporte Público, ônibus lotado de cada dia


Rio - Hoje peguei por volta das 17:00h na Barra da Tijuca um ônibus (315) em direção a Central do Brasil, não preciso dizer que o ônibus estava cheio. Dizer que este estava cheio é até uma injustiça com o termo cheio, aquele ônibus estava lotado, estava até a tampa de gente.


Os passageiros todos falando que aquilo se repete cotidianamente, fiquei me perguntando se em algum dia iremos ver as imagens das câmeras denunciando tais situações. Acho que não.

Fiquei pensando também que existem intelectuais nesta cidade que defendem a existência de um novo sujeito.

Novos sujeitos em uma velha cidade.

17 de maio de 2013

Funk


Me orgulharia muito ver o funk, seus artistas resistindo na sua estética. Os grupos ou indivíduos fazem um funk postam na internet e em pouco tempo atingem milhões de pessoas, mas na primeira vez que se encontram com um produtorzinho logo topa mudar a roupa, o penteado e etc.

Não ha qualquer problema nas roupas que as meninas e os meninos do funk usam, esta resistência seria muito interessante.

7 de maio de 2013

Direitos Humanos é para todos os humanos

Direitos Humanos não é o Código de Hamurabi onde a justiça se baseava no “olho por olho, dente por dente”.

Se tem uma falsa impressão quando se diz que os Direitos Humanos só servem para "bandidos". Um posicionamento assim é contrario a conjunto de direitos que são benéficos para nós na condição de humanos.

Vagner Montes, Datena, Forcolen e mais meia duzia de apresentadores sensacionalista tem feito escola na sociedade brasileira.

24 de abril de 2013

O funk é cultura sim!


O funk é sim cultura, aliás uma das mais vivas e pulsantes que a cidade do Rio tem. Nos termos do que venha ser cultura é o funk um estilo musical carregado de simbologias e leva para suas letras as questões do universo favelado. Dizer que o funk é cultura não é só uma afirmação retórica é antes de tudo um ato contra a intolerância e a hierarquização das culturas.


Defender o funk como cultura no fundo significa defender também o Rock, o forró, o gospel, o pagode, o samba, a bossa nova, o Hip-hop e todas as manifestações musicais.

Funk


A dança “os passinhos” dentro do funk não é uma novidade, é uma novidade midiática.


É o passinho uma construção coletiva do funk carioca, é algo fascinante ver algum garoto ou garota executando os passinhos que são na atualidade um negocio sofisticadíssimo e fascinante se comparados aos passinhos que se executava nos anos 90. 

Mas tem gente transformando o “passinho” em negocio e viva o empreendedorismo!

16 de outubro de 2012

Informação de baixa qualidade sobre as favelas é uma prática comum


Ontem assisti uma coisa asquerosa: uma reportagem, reportagem não pq um jornalista sério não teria coragem de chamar aquilo de matéria jornalística, se tratava de um vídeo de mais de 30 minutos da incursão de um apresentador da Record que foi ao Jacarezinho e Manguinhos.

No vídeo o apresentador ia narrando todo o pavor de esta ali naquelas favelas, porem o texto não condizia com o que o leitor ia vendo no vídeo. Coisas absurdas, qualquer furo nas paredes logo o repórter determinava “olha os buracos de tiro”. Ou então qualquer muro logo o repórter determinava “aqui era onde se apoiava os fuzis para a troca de tiro”. Qualquer moto na rua logo parecia uma moto roubada.

Informações ruins como esta é o que milhões de brasileiros recebem diariamente sobre as favelas, isto não ocorre só em tempos de ocupação, ocorrem diariamente.

Eita imprensa difícil!

8 de outubro de 2012

ELEIÇÕES 2012: BREVE RELATO

Foi muito bom ter ido em encontros com o Freixo na Maré e em vários outros pontos da cidade do Rio.

Foi emocionante ter ido a Cinelândia onde o que se via era uma galera (encontros dos jovens com o Freixo) que estava reunida ali pq via alguma razão política naquele encontro, encontro que de principio seria na ABI, mas pela multidão teve que ser na rua.

Vários outros

 momentos desta campanha foi marcada por experiências que num sentido mais amplo da política valem muito apena. Ainda mais quando sabemos que na nossa geração o sentido da política partidária sofre um certo esvaziamento, e não é atoa. Não sou militante do Psol e não fiz militância nesta campanha no sentido mais geral do termo. Mas confesso que pelo quadro político partidário desta cidade e deste país achei que não fosse ver pessoas se reunindo por livre espontânea vontade em prol de uma candidatura. Foi o que vi em alguns destes encontros, debates para o pleito das eleições municipais da cidade do Rio de Janeiro.

E como não falar do comício da Lapa que mesmo debaixo de chuva estavam lá centenas e centenas de pessoas. Sem dúvida a expressiva votação que o candidato Marcelo Freixo recebeu significa que estamos politicamente vivos e estamos por aí.

18 de julho de 2012

Em tempos de eleições


É nos períodos eleitorais que o cidadão entende a importante que ele tem para a política

Caixa de email: varias mensagens!
Facebook: varias mensagens e vários novos pedidos de amizade
Twitter: alguns novos seguidores!

Isso sem falar nas chateações via telefone

ps

Já tenho os meus candidatos

28 de junho de 2012

Vila Autódromo na luta contra a remoção

Foto: Francisco Valdean


Altair em um beco da comunidade de Vila Autódromo.  A Vila Autódromo existe há mais de 40 anos e no momento luta contra uma eminente ameaça de remoção por conta da construção do Parque Olímpico.

ps

Foto realizada no dia 20 de junho de 2012. Neste dia foi realizado um grande ato em protesto a remoção da Vila Autódromo, o ato foi parte da programação da Cúpula dos Povos.

Durante o período de realização da Cúpula dos Povos fiz parte de uma equipe da Agência Imagens do Povo em uma documentação fotográfica para a Revista Página 22.

22 de junho de 2012

A Avenida Brasil no centro das atenções

Foto: Francisco Valdean - Avenida Brasil na altura da passarela 4



A Avenida Brasil ou simplesmente "Brasil", como é chamada por quem mora nas proximidades da via, é no momento o centro das atenções, uma novela com o nome da avenida está sendo exibida na TV, sem falar nas varias matérias em jornais da cidade falando da avenida.

E por que toda esta atenção? Talvez por conta de uma grande reforma prevista pra ocorrer na via após ou mais pro fim das obras do bendito "Porto Maravilha".

Uma reforma na via é bem vindo, mas tendo em vista a experiências do setor mais pobre da cidade com a grande obras que ocorrem na cidades é aconselhável que a população que mora nas proximidades da Brasil já ir se preparando para as mudanças que provavelmente não serão agradáveis pra todos.

9 de novembro de 2011

Qual é o complexo das favelas cariocas?



Por Francisco Valdean

“Jamais ouvi alguém dizer que morava no complexo de Acari. Até porque o termo “complexo”, hoje amplamente utilizado para designar grupos de favelas (“Complexo da Mangueira”), “Complexo da Maré”, “Complexo do Jacarezinho” etc), é originário do vocabulário penal: “Complexo Penitenciaria Frei Caneca”, por exemplo, engloba diferentes instituições penais como a Penitenciaria  Milton Dias Moreira, a Lemos Brito e o  Hospital Penitenciário”.

Trecho do livro “As cores de Acari: uma favela Carioca”
Marcos Alvito


Quando se fala de Rio de Janeiro e o assunto é favela, é comum referir-se aos Conjuntos de Favelas com o medonho termo “Complexo”. “Complexo do Alemão”, “Complexo da Maré”, “Complexo do Caju”, “Complexo de Manguinhos”. E outras dezenas de “complexos” existentes na cidade.

A definição tornou-se comum a ponto de ser usado amplamente pela imprensa, pelas instituições públicas, e estranhamente é utilizado por grupos com atividades voltadas para as favelas.

Antes de continuar quero dizer que não pretendo aqui analisar o termo, a pretensão aqui se resume a uma abordagem superficial do termo “complexo” associado aos conjuntos de favelas cariocas.

Numa consulta rápida de um dicionário é possível ler algumas definições relativas ao termo complexo em seu sentido universal.

1.     “Que abrange ou encerra muitos elementos ou partes”.
2.     “Observável sob diferentes aspectos”.
3.     “Composto por elementos de natureza distintas”.

E uma quarta definição, esta me parece conter o sentido usual do termo “complexo” em referência as favelas cariocas. A definição em questão atribui aos espaços (que se convencionou chamar de favela) a terrível imagem do lugar “confuso”, do lugar que habita um ator social “complicado” e suas respectivas “complicações”.

A primeira vista e com base na vivencia talvez seja possível dizer que o termo gera em algum nível implicações para a “navegação social” dos moradores de favelas na cidade?

Mas deixemos isso para  outro momento, num momento apropriado elaboro uma argumentação sobre o termo “complexo” e sobre os pontos que possivelmente acho que geram implicações para quem mora nas favelas do Rio de Janeiro.


O Blog O Cotidiano  está no segundo turno
do concurso Top Blog 2011

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14 de outubro de 2011

"Pacificação" do Conjunto de favelas da Maré?

Segundo informações de moradores hoje (14 de outubro de 2011) de tarde um helicóptero da polícia sobrevoou algumas comunidades da Maré jogando o seguinte panfleto:
 
Fonte: esta imagem circulou nas redes sociais na tarde de hoje


Mas curiosamente não existe qualquer informação nos jornais sobre a "pacificação". Mas olhem bem o que ocorre, não estão falando por que a informação do panfleto não procede, pelo menos neste instante não.

Mas de onde sairam estes panfletos? rolam informações, não confirmadas de que estes panfletos simplesmentes foram jogados, ou seja, ocorreu uma operação no dia de hoje o que deixou o clima bem tenso por aqui.

De qualquer forma a atitude de jogar este panfleto, uma vez que a informação contida nele nao procede revela um certo desprezo pela inteligência dos moradores da Maré. Se nos tratam como idiotas antes imaginem depois da "pacifocação"? 

Enquanto cidadao desta cidade acho que nós moradores da Maré temos que ter direitos como qualquer outro cidadão do Rio de Janeiro. E acho que é no mínimo respeitoso com os cidadãos mareenses se comessacem respeitando a nossa inteligência.

4 de outubro de 2011

O fechamento e reabertura do UPA da Maré*

Este pequeno texto trata de um assunto sobre a Maré bastante noticiado na semana passada, o fechamento e reabertura do UPA Maré. 

Acompanhei os noticiários e a abordagem foi além do normal, creio que tenha sido um dos assuntos sobre a Maré que mais recebeu atenção dos jornais nos últimos tempos. Num primeiro olhar sobre os noticiários no que se refere ao conteúdo da notícia nenhuma novidade, mas a abordagem chama atenção pelas proporções que o assunto ganhou nas páginas dos jornais online e impressos.

Inicialmente achei toda a atenção um tanto estranha, mas ao mesmo tempo um fato curioso, pois foram poucas às vezes em que um assunto sobre estas bandas da Zona Norte do Rio repercutiu tanto na mídia.

Toda a abordagem num primeiro olhar se referiam ao fechamento do UPA ocorrido segundo infoamções das páginas por conta de uma situação de violência no local. Acho que seria repetitivo dizer que o tema violência gera sempre muita atenção dos jornais, ainda mais quando se trata de favelas.

Em meio a todas as esquisitices deste caso, hoje uma é mais clara, que é o fato do tal comandante Claudio Oliveira ser suspeito no caso da morte da juíza Patrícia Acioli, acho que era este o fato que mais motivou a atenção da mídia.


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* Em termos de cobertura da imprensa sobre o caso do fechamento e reabertura do UPA Maré. 

A UPA Maré foi fechado na terça dia 20 / 10, segundo relatos de moradores. Virou notícia na segunda feira dia (26), após uma nota da Secretaria de Saúde informando os motivos do fechamento da unidade, ou seja, quase uma semana depois do fechamento. Na terça dia (27) os jornais noticiam a prisão do comandante Cláudio Oliveira que é suspeito pela morte da juíza Patrícia Acioli e que na ocasião comandava o batalhão de polícia da Maré (22º) e foi quem pediu o fechamento da UPA alegando preocupações com a segurança da população e dos funcionário da unidade,  ainda no dia 27 a Secretaria de Saúde em nota informa que o UPA seria reaberto no dia (28). No dia 29 já não se falava mais no caso.


21 de setembro de 2011

O senso de disputa é uma desgraça e ataca o passinho do Funk







Tem gente que acha que tudo deve virar disputa e acha isso o máximo. Eu prefiro achar uma verdadeira desgraça! 


Essa coisa de que tudo que se faz deve virar disputa onde no final tem ganhadores e perdedores é simplesmente terrível para qualquer prática cultura, seja nas favelas ou em qualquer lugar deste mundinho redondo que parece tá cheio de gênios de cabeças quadradas.


O passinho é algo inovador dentro do FUNK e mostra a grandeza da cultura FUNK. A galera nas favelas dançam o passinho sem interesses de demonstrar superioridade e sem definir ganhadores e perdedores, mas os “pensadores” devem ver no passinho do FUNK a oportunidade de praticar suas doenças crônicas de tudo tornar disputas. 


Vida longa para o Funk carioca e meus sinceros parabéns para os gênios de cabeças quadradas, principalmente aos que acham que as soluções se encontram na disputa que definem perdedores e ganhadores.

8 de setembro de 2011

O Conjunto de Favelas do Alemão volta às páginas policiais


“O conjunto de favelas do Alemão voltou às páginas policiais”, alguém gritou, fiquei me perguntando se tinha algum dia saído.

Acho que em termos de cobertura das favelas do “Alemão” nada mudou, não vi nada de diferente até o momento, e é assim também com a cobertura das favelas que receberam as UPPS (Unidades de Polícia Pacificadoras).

Ou seja, não vi documentação por parte da imprensa que fosse diferente, o que leva a crer que a cobertura em relação às favelas é a mesma independente da força que ocupem os espaços da favela.

19 de agosto de 2011

Dia Mundial da Fotografia: a novidade do Brasil


"É preciso ter visto a cousa com os seus próprios olhos para se fazer idéia da rapidez e do resultado da operação. Em menos de 9 minutos, o chafariz do Largo do Paço, a Praça do Peixe e todos os objetos circunstantes se achavam reproduzidos com tal fidelidade, precisão e minuciosidade, que bem se via que a cousa tinha sido feita pela mão da natureza, e quase sem a intervenção do artista".

Jornal do Comercio de 17/01/1840